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Urgências em ruptura sem equipas médicas

Os chefes das equipas do serviço de Urgência do Hospital do Barreiro recusam aceitar mais doentes, nos dias de maior afluência à unidade, devido à escassez de meios humanos. A situação só é desbloqueada com a presença da directora clinica da unidade, que se responsabiliza pela admissão dos doentes. O Hospital do Barreiro, segundo José Manuel Silva, bastonário da Ordem dos Médicos, é apenas um exemplo do que se passa em outros hospitais públicos, como Faro e Vila Real.

A situação de ruptura da Urgência do Barreiro fez com que “médicos e doentes apresentassem várias queixas na Ordem dos Médicos”, confirma o bastonário José Manuel Silva. “O hospital tem 100 camas encerradas, que podia abrir caso não houvesse cortes na saúde. Sem mais financiamento não é possível resolver os problemas”, afirma o bastonário, sublinhando que naquela Urgência estão identificados. “Chegou ao ponto de o fluxo de doentes para internamento estar bloqueado por falta de camas. Ainda este mês foi disponibilizada meia dúzia de camas para reduzir a pressão sobre a Urgência, mas o problema subsiste”, acrescenta.

A administração afirmou estarem em curso “processos de recrutamento” de médicos enfermeiros, já autorizados pela tutela. Adianta também que a carência de profissionais “não difere” da de outras unidades.

 

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