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Uma geração de idiotas em Portugal!

Na última semana, recebi um e-mail interessante do meu pai. O assunto era: “O dia que Albert Einstein tanto temia finalmente chegou!”. A frase atribuída ao físico alemão diz: “Temo o dia em que a tecnologia irá superar nossa interação humana. O mundo terá uma geração de idiotas”.

À beira dos 68 anos, meu pai sempre atuou na área de tecnologia e acompanhou de perto a transição do analógico para o digital, processo que provocou uma revolução na vida humana e representa uma grande quebra de paradigmas. Meu pai decidiu encarar o novo e o desconhecido e aprendeu sobre as novas tecnologias.

Mesmo aposentado, ele continua no mundo digital e já dá os primeiros passos no Facebook. Já minha mãe ainda não se entregou à tecnologia, preferindo as fotografias analógicas, por exemplo, e apenas engatinhando no uso dos computadores. O fato é que o mundo mudou e a tecnologia veio para ficar. Além disso, não precisamos mais ficar presos a um desktop ou notebook – temos na palma das nossas mãos a mobilidade dos smartphones e dos tablets!

Porém, essa liberdade móvel trouxe um afastamento humano, principalmente para essa nova geração, nascida do meio para o final da década de 1990. Eles já nasceram no novo contexto tecnológico e não conheceram o universo analógico. Posso me usar como exemplo, de quem nasceu e cresceu num bairro da zona Sul de São Paulo. Aos domingos, fechávamos a rua para brincar com rede de vôlei, andar de bicicleta, esconde-esconde… Não existia internet, celular, tablets.

As crianças e os pais se juntavam e interagiam. Havia boas conversas, mais “bom dias” e “obrigadas”. Havia mais contato humano – o bom e velho aperto de mão e olho-no-olho. Hoje, quando estou no metrô me assusto com as cabeças baixas e os dedos teclando. A porta do vagão se abre e as pessoas mal olham para frente.

Obviamente, não sou contra a tecnologia! Meu receio é a forma como ela é usada, principalmente pelas crianças, adolescentes e jovem, que fazem da internet um vício. A web funciona como uma excelente ferramenta de trabalho, gerando milhões e milhões ao redor do mundo, mas não deve ser utilizada sem medidas.

Feche os olhos e imagine algumas cenas: um dia na praia; a torcida pelo seu time de coração; um jantar com amigos; um compromisso íntimo; a conversa com sua melhor amiga; uma visita ao museu; um passeio numa bela paisagem; qualquer coisa – lá estamos nós teclando! Não que isso seja ruim, mas não pode ser tudo. Desligue o celular no cinema e aproveite o filme. Não fique ansioso pelos créditos para checar suas notificações do Facebook. Enviar parabéns pelas redes sociais? Pegue o telefone e ouça a voz da pessoa querida!

O relacionamento humano, o bom papo, o abraço e as brincadeiras não devem ser substituídos pela tecnologia. Ela deveria servir para agregar, e não para afastar as pessoas e deixá-las acomodadas. É como a crítica feita pelo filme WALL-E, uma animação da Pixar Animation Studios. Será esse o destino da humanidade? Afinal, até o robozinho precisa de companhia.

De volta ao receio de Einstein citado no início do texto, ainda tenho fé de que a interação humana jamais será superada pela tecnológica, mas só depende de nós!

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