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TEMOS SUSPEITAS DE DOENTES QUE VÊM DO PRIVADO E PASSAM À FRENTE NAS CIRURGIAS NOS HOSPITAIS PÚBLICOS

Inspetora da PJ lidera o combate à fraude no Ministério da Saúde. Gostava que a investigação criminal fosse mais rápida, para o SNS poder “fechar a torneira mais cedo”.

Carla Costa lidera o Grupo de Prevenção e Luta contra a Fraude no Serviço Nacional de Saúde, criado há um ano pelo Ministério da Saúde. A inspetora da Polícia Judiciária chegou à Avenida João Crisóstomo em 2014. As receitas eletrónicas vieram diminuir o risco de fraude, mas a especialista acredita que é uma questão de tempo até haver novos esquemas. Em entrevista ao i, Carla Costa fala dos métodos dos infratores e das novas esferas de intervenção. Compras dos hospitais e eventuais manobras nas listas de espera vão ser passadas a pente fino.

Como é que uma inspetora da PJ vem parar ao Ministério da Saúde?

Em 2013 concorri para uma vaga para subdiretora geral da Saúde. Acabei por enviar o currículo, fui prestar provas e fiquei na shortlist. Os currículos passavam todos pelo ministro e, na altura, acabei por não ir para a DGS, mas o ministro Paulo Macedo achou que seria interessante ter alguém no ministério com o meu perfil. No ano passado fui nomeada pelo atual ministro.

Recebe quantos emails com suspeitas de irregularidades por dia?

Recebo vários, não consigo quantificar.

Só dos colegas do grupo ou qualquer pessoa pode reportar-lhe situações?

Recebo denúncias anónimas de pessoas no terreno, de conselhos de administração dos hospitais. Todas as informações começam por ser tratadas aqui. Depois, ou encaminhamos para a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) ou, havendo matéria criminal, são comunicadas à PJ e ao Ministério Público.

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