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SÓ ESTE ANO, Estado injectou 55 milhões na CP

Só este ano, a empresa ferroviária já recebeu injecções de capital público de 55 milhões de euros, para pagar dívidas, fazer investimentos e pagar remunerações. Em Junho foram 32 milhões.

No relatório sobre os resultados semestrais da CP, a gestão de Carlos Nogueira revela que em Junho deste ano – em plena crise ferroviária marcada pela degradação do serviço – a tutela decidiu mais um aumento de capital no valor de 32 milhões de euros, dos quais 14 milhões foram realizados em Junho e os restantes 18 milhões de euros serão realizados no próximo mês de Setembro.

Esta injecção acumula com o aumento de capital decidido em Fevereiro, de 22,9 milhões. Assim, só este ano a CP já consumiu em capital um total de 54,9 milhões de euros.

Segundo a empresa, estes aumentos de capital foram decididos “para suprir as necessidades correntes do serviço de dívida, investimento e alguns gastos com pessoal relacionados com o acordo histórico de abonos variáveis”.

Aliás, na sequência da injecção deste capital pelo Estado, a dívida remunerada do grupo CP sofreu uma redução de 12,7 milhões de euros em relação ao final do ano 2017, na sequência da amortização de um empréstimo contraído junto do Banco Europeu de Investimento. Esta redução colocou o valor da dívida total nos 2,6 mil milhões de euros.

Este profundo desequilíbrio financeiro da empresa está, por outro lado, na origem da ênfase por parte dos auditores, que sublinham que os resultados dos três exercícios anteriores ainda não foram aprovados pela tutela e que “o grupo tem vindo a acumular resultados líquidos negativos consecutivos, de montante significativo, apresentando em 30 de Junho de 2018 um total de capital próprio negativo de 2,246 mil milhões de euros”. Apesar do “endividamento elevado” e do activo ser “financiado totalmente por capitais alheios”, os auditores dizem que por ser um grupo com “relevantes obrigações inerentes ao serviço público”, “considera-se não estar em causa a continuidade de operações”, dado o suporte financeiro do Estado.

Em 2017, a CP recebeu seis aumentos de capital por parte do Estado num total de 516 milhões de euros.

A CP – Comboios de Portugal fechou o primeiro semestre do ano com um prejuízo de 55,3 milhões de euros.

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