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SE PUSERMOS RICARDO SALGADO NO BANCO DOS RÉUS, O MAIS PROVÁVEL É QUE O BANCO DOS RÉUS COMECE A DEVER DINHEIRO A TODA A GENTE

Sócrates não vê razões para terem detido Ricardo Salgado…

“Não vi até hoje nenhuma explicação que me convencesse que era necessário deter Ricardo Salgado”, disse José Sócrates.

Ao i, Duarte Marques disse que depois de “tantos casos em que esteve envolvido já merecíamos, isso sim, uma explicação sobre o facto de nunca ter sido julgado judicialmente”.”

Ricardo Araújo Pereira, apoia Sócrates. Deixem de incomodar os criminosos, ora essa. São pessoas importantes.

“Santo Alves dos Reis

Como diz Miguel Sousa Tavares, atacar Ricardo Salgado é agora uma espécie de desporto nacional. Há coisas realmente incompreensíveis, neste país. Sucedeu o mesmo com Vale e Azevedo, e também com Oliveira e Costa: só porque eram suspeitos de crimes graves e levaram à ruína as instituições que lideravam, desatou tudo a atacá-los. As duas primeiras ainda se toleram, mas à terceira Sousa Tavares não conseguiu calar o seu grito de revolta.

Eu, que prezo muito a originalidade na vida pública, estou com ele. Basta de ataques a Ricardo Salgado. Que diabo, já cansa. Sousa Tavares e eu estamos fartos. É tempo, aliás, de serem desmistificadas algumas mentiras descaradas que a comunicação social tem divulgado acerca do antigo presidente do BES. Por exemplo, tem sido dito que Salgado recebeu uma prenda de 14 milhões de euros. Não é preciso investigar muito para saber que é falso. De uma vez por todas: as pessoas da classe social a que Ricardo Salgado pertence não recebem prendas, recebem presentes. Também não é verdade que a credibilidade do BES tenha ido pela sanita abaixo. Foi pela retrete. Sejam rigorosos.

A detenção de Salgado também me chocou, e espero sinceramente, para bem do país, que a justiça pare de o importunar. Julgar o antigo banqueiro não é apenas injusto, é perigoso: se pusermos Ricardo Salgado no banco dos réus, o mais provável é que o banco dos réus comece a dever dinheiro a toda a gente.

Por outro lado, e como também é costume da comunicação social, só se fala das vidas que Ricardo Salgado arruinou. Não se diz uma palavra sobre as pessoas que beneficiou. A reputação de Alves dos Reis, por exemplo, merece uma reavaliação.

Além do mais, os Espírito Santo continuam a fazer falta à banca portuguesa. O tribunal de comércio do Luxemburgo aceitou o pedido de gestão controlada feito pelas empresas do Grupo Espírito Santo. É uma mudança bastante grande relativamente ao regime de gestão descontrolada que vigorava até aqui. Receio que seja necessário um período de adaptação. Talvez a transição deva ser feita por uma administração mista, com membros da família Espírito Santo e pessoas que percebam mesmo de finanças. E só depois será possível nomear um conselho de administração mais credível do que o anterior. Por exemplo, com administradores recrutados no estabelecimento prisional do Linhó.”

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