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Se hoje voltasse atrás faria tudo igual.

Vi a reportagem da SIC sobre as Cesarianas e fiquei enjoada, não porque se façam muitas cesarianas, mas porque a reportagem em si me soou a tendenciosa.

Não contesto que uma cesariana possa ter mais riscos para a mãe, mas mais riscos comparando com quê? Com um trabalho de parto de dezenas horas com recurso a fórceps ou ventosas?

Muito falaram das vantagens dos partos vaginais, e na questão de que cada vez mais se fazem cesarianas a pedido, mas não se falou dos casos que correm mal porque se insiste até às últimas instâncias num parto vaginal, porque é melhor, porque é mais barato para o hospital, porque, porque. Falou-se do aumento das cesarianas nos últimos anos mas não se falou no decréscimo da mortalidade infantil nesses mesmos anos. Acreditamos nós que não estão ligados????

E porque não abordar a questão da presença do pai no bloco durante a cesariana?

Não gostei da reportagem da SIC por isto, por achar que se romantizou a ideia do parto vaginal e se “demonizou” a cesariana, como se uma cesariana fizesse de mim menos mãe e fosse minha obrigação lutar até ao fim para que o meu filho nascesse de parto vaginal.

Muito se fala nas escolhas das mães, e que as mães mais do que ninguém deverão saber o que é melhor para os seus filhos e não se lhes permite que tenham uma palavra a dizer sobre o modo como os mesmos irão nascer???

O meu filho nasceu de cesariana e não me identifico em nada com os testemunhos de que se pudesse voltava atrás e insistia num parto normal. O meu filho nasceu às 38 semanas numa cesariana que embora não programada o médico achou que não havia necessidade de massacrar uma mãe e um pai com mais horas e horas de espera, ou uma criança com mais horas e horas na barriga de uma mãe ansiosa com a possibilidade de ter que vir a ser tirado a “ferros”.

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