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SALGADO EMPRESTOU 463 MILHÕES SEM GARANTIA À FAMÍLIA

463 milhões de euros: foi este o valor que Ricardo Salgado emprestou à família Espírito Santo, sem quaisquer garantias de retorno, a 19 dias de deixar de ser presidente da comissão executiva do BES.

Segundo o Correio da Manhã, Ricardo Salgado aprovou a concessão de créditos no valor de 63 milhões de euros à Espírito Santo Financière, sociedade do GES (Grupo Espírito Santo).

O último crédito do BES à ESFIL foi feito no valor de 10 milhões de dólares (8,6 milhões de euros, à taxa de câmbio atual) e aconteceu no último dia que Salgado presidiu à comissão executiva do BES, 14 de junho de 2014.

De acordo com o mesmo jornal, todos os créditos terão sido feitas sem quaisquer garantias.

Os créditos do BES à ESFIL são revelados no parecer da Comissão Liquidatária do BES que propõe a insolvência culposa do BES. “O valor total da dívida da ESFIL perante o BES, decorrente das operações de MMI (Mercado Monetário Interbancário) em euros realizadas entre 26/06/2014 e 18/07/2014, ascende os 463 milhões de euros“, precisa a Comissão Liquidatária do BES no dito parecer.

Nesse período, apesar de a ESFIL não pagar os empréstimos obtidos junto do banco, o BES continuou a conceder novos créditos a essa sociedade do GES. A 7 de julho, o BES concedeu um crédito de 100 milhões de euros à ESFIL, que vencia a 14 desse mês mas não foi pago. No entanto, neste dia, o BES concedeu dois novos crédito à ESFIL, um de 100 milhões de euros e outro de 115 milhões de euros, que também não foram pagos.

No parecer, a Comissão Liquidatária do BES deixa claro que “a evolução da exposição do BES à ESFIL era do conhecimento dos requeridos“, referindo-se a Ricardo Salgado e Amílcar Morais Pires.

Para a Comissão Liquidatária, o aumento do financiamento às empresas da ESFG, em particular à ESFIL, terá sido promovido por Ricardo Salgado e Amílcar Morais Pires que, “através de Isabel Almeida (ex-diretora financeira do BES), terão proposto aumentar os limites da exposição do BES à ESFIL, inclusivamente sem contemplar a constituição de garantias que salvaguardassem a exposição creditícia do BES“.

Ricardo Salgado e Amílcar Morais Pires teriam, segundo a Comissão Liquidatária do BES, conhecimento das dificuldades financeiras do GES desde 2013.

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