Enviar ArtigoGostou do nosso site? Então contribua com um artigo!

Sabias que há uma associação com o nome “Os Lesados de Medina”?

A Associação foi criada por um grupo de cidadãos que contesta a forma como a CML conduziu o leilão de rendas da Lisboa Ocidental SRU.

Foi criada a 6 de junho e reúne os vencedores do leilão de rendas que a Câmara Municipal de Lisboa suspendeu no final de abril.

Os membros da Associação “Os Lesados de Medina” estão indignados com a forma como a autarquia conduziu o processo que, tal como o Dinheiro Vivo noticiou esta semana, culminou com a atribuição de casas a três das oito famílias que venceram o concurso.

“Não estamos na república das bananas, nem Fernando Medina é o Czar de Lisboa, decidindo a seu bel-prazer novas regras, exclusões e medidas casuísticas, não divulgadas nem partilhadas com todos os concorrentes do concurso”, lê-se na carta de apresentação partilhada no grupo criado no Facebook. Os membros da associação dizem sentir-se “lesados” nas suas “expectativas, direitos e garantias”, justificando a criação do movimento como forma de “demonstrar o nosso profundo desprezo por este tipo de governação da cidade de Lisboa”.

No final de abril, a Câmara de Lisboa decidiu suspender um leilão de arrendamento promovido pela empresa municipal Lisboa Ocidental SRU. Em causa estava o arrendamento de oito imóveis na zona da Ajuda, em Lisboa. A base de licitação variava entre os 350 euros, para os T1, e os 500 euros, para o T2. O regulamento do leilão ditava que “o critério de seleção dos arrendatários é o da renda mais alta”. Os vencedores propuseram rendas que variavam entre os 600 e os 900 euros.

No entanto, a 24 de abril, a autarquia suspendeu o leilão por não cumprir “os princípios nem os critérios do Programa Renda Acessível”.

Em maio, a Câmara convocou os vencedores do concurso, para “averiguar casos de emergência” que tivessem resultado da suspensão do concurso. Num despacho sem data, a autarquia referiu que “foram identificadas três situações de risco real e iminente de perda de habitação” e atribuiu aos concorrentes as três casas que tinham licitado no leilão, “aplicando a renda mínima prevista”, ou seja, entre 350 e 500 euros.

É essa decisão que é contestada pela recém-criada Associação.

“A CML (sim a CML e não a SRU) marcou reuniões com os 8 vencedores do concurso, onde decidiram pedir informações sobre a vida pessoal de cada proponente para chegar à conclusão de quem “merecia” a casa, e estava de acordo com os princípios orientadores do concurso, face à sua situação financeira. Três pessoas foram consideradas “merecedoras” de ter vencido o concurso e os restantes 4, que não compareceram à reunião ou se recusaram a dar dados pessoais, foram automaticamente excluídos”, recl\amam.

Os “lesados de Medina” destacam ainda que “o nosso voto depositado na urna não representa carta-branca para que Fernando Medina faça o que lhe apetece, contorne regras e crie novas, assim que a comunicação social faz publica a sua incompetência de gestão”.

Comentar este artigo

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *