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Presidente e deputados protegem a corrupção

Os deputados são escolhidos pelos lideres dos partidos e portanto é a eles que tem que obedecer e não ao povo. Porque se não obedecerem nunca mais são escolhidos e perdem o tacho.

O empresário e ex-deputado do PS Henrique Neto reflecte sobre a falta de vontade política no combate à corrupção, pedindo uma mobilização da sociedade civil na promoção da ética e no combate contra a corrupção e o enriquecimento ilícito. Não podemos esperar que sejam os beneficiários da corrupção que queiram mudar as leis que os beneficiam. O presidente da República tem o dever de tomar iniciativas que levem a mudar as leis que favorecem a corrupção , mas não o faz.

“Chegámos à conclusão de que, sem uma profunda reforma do sistema político, dificilmente teremos governos com experiência, sabedoria e ética capazes de governar bem o país”, contou.

O empresário explicou que são as questões eleitorais que “perpetuam no poder pequenos grupos que em cada partido se vão revezando no poder e que, uma vez lá, não promovem o debate interno, nem permitem a promoção dos mais novos”.

De acordo com Henrique Neto, a solução para o problema passa por uma reforma das leis eleitorais no sentido de uma maior concorrência, nomeadamente das listas nominais.

“Devemos fazer um alerta nacional e levar os partidos políticos a rever esta situação porque são eles que têm o poder político. É a Assembleia da República que faz as leis”, salientou o empresário, acrescentando que se os partidos não o fizerem, o grupo de “democratas vai avançar” com um movimento.

Deve criar-se o sistema de candidaturas nominais mas os deputados nem querem ouvir falar nisso.

A forma como agora funciona não protege a democracia nem o interesse dos cidadãos, pois os deputados são escolhidos pelos partidos e se não fizerem o que convém aos partidos e ás clientelas dos partidos, perdem o tacho. Não existe a liberdade para os deputados serem honestos e leais ao país, pois isso pode significar o fim da sua carreira politica.

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