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Portugal é um país pobre, devido à corrupção.

Segundo os portugueses os partidos da assembleia da república não são corruptos, são sempre os preferidos. Portanto eis-nos perante um enigma.. seremos burros cegos e obtusos e votamos em corruptos? Ou a OCDE é mentirosa e somos um país rico e honesto? Ou o índice de Transparência Internacional é que é corrupto e divulga dados falsos quando afirma que Portugal foi o país do mundo, que em 10 anos, mais agravou a corrupção?

Eu acho que os portugueses é que estão certos e a OCDE e o TI, é que estão errados.

Portugal está bem de saúde, é um país prospero e pleno de democracia, justiça, igualdade e honestidade. Basta olhar à volta… basta ver quem esteve nos últimos 10 anos no poder… e nos anteriores, claro. Basta ver em que estado está o país.

Portanto portugueses força, continuem, estamos no bom caminho, continuem a enriquecer corruptos e a destruir Portugal.

Scuticídio

“Só a nacionalização das PPP rodoviárias pelo seu justo valor evitará o total descalabro das finanças públicas.

As parcerias público-privadas (PPP) rodoviárias custaram até hoje largos milhares de milhões, acarretam compromissos anuais incomportáveis e configuram o suicídio, a prazo, das finanças públicas nacionais.

Tornaram-se um investimento calamitoso porque, para além do enorme esforço que representam para o país, são agora inúteis, estão vazias. Face ao elevado custo das suas portagens, tornaram-se inacessíveis aos cidadãos e às empresas. Já não cumprem minimamente os objectivos que levaram à sua construção: aproximar a periferia das áreas metropolitanas e disseminar investimentos produtivos pelo território.

Os terrenos disponibilizados para a construção das autoestradas representaram um custo muito significativo, tendo sido bem mais caros do que inicialmente previsto. Porque em muitos casos, e de forma criminosa, autarcas atribuíram capacidade construtiva aos terrenos, concedendo mais-valias milionárias aos seus proprietários, imediatamente antes de estes serem expropriados.

Acresce que estas operações mafiosas provocaram enormes atrasos na entrega dos terrenos aos consórcios construtores e até alterações no traçado das vias, levando ao pagamento de indemnizações de milhares de milhões de euros. Só em 2011 (últimas contas conhecidas) foram seiscentos milhões de euros!

Desde que entraram em funcionamento as ex-SCUT, os seus custos de exploração têm vindo a agravar-se exponencialmente.

O modelo de negócio é ruinoso: o volume das rendas a pagar anualmente pelo estado é independente do tráfego e os concessionários têm garantidas rentabilidades superiores a vinte por cento, a troco de um risco… zero. A estas rendas ainda se somam anualmente escandalosos prémios pela redução de sinistralidade.

Quando esta diminui, as compensações são gigantescas, apesar de as multas aplicadas ao aumento de acidentes serem ridiculamente baixas.

Aqui chegados, só a nacionalização das PPP rodoviárias pelo seu justo valor evitará o total descalabro das finanças públicas. E só a eliminação das portagens dará sentido à existência destas autoestradas, que hoje mais parecem desertos.”

Paulo Morais

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