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Os partidos políticos legalizaram a fuga ao fisco!

O jogo das escondidas dos deputados no financiamento partidário.

As mais recentes alterações à lei do financiamento dos partidos e das campanhas eleitorais foram desenhadas e acordadas num consenso parlamentar pouco habitual nesta legislatura entre PS, PSD, PCP, BE e PEV, em nove reuniões de um grupo de trabalho realizadas à porta fechada (entre Abril e Outubro deste ano). No entanto, não existem registos — nem sequer atas — sobre as discussões, nem mesmo informação sobre quem propôs cada uma das medidas ou até por que motivo as alterações foram além do que estava inicialmente estipulado. (Observador)

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Os partidos políticos legalizaram a fuga ao fisco. E deram o exemplo constituindo um grupo de trabalho que seguindo o exemplo das off-shore manteve tudo fora dos olhares dos contribuintes. As empresas em Portugal só têm de mudar de nome e constituírem-se como partidos políticos.

A política se fosse feita por adultos fazia muito mais sentido.
O PR para por ordem na creche lembrou-lhes a constituição e aquilo que podem fazer os arrependidos: Podem e devem pedir a apreciação da constitucionalidade do diploma da vergonha.

PSD, PS, PCP e PEV fizeram um comunicado conjunto a propósito da famosa comissão parlamentar (que reunia de forma secreta, sem registos e actas) em que os partidos decidiram que era legal fugir aos impostos.
(Norberto Pires)

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Ribeiro e Castro, ex-líder do CDS, defendeu que “não há democracia às escondidas” e é necessário que “haja, ao menos, quem fale e quem explique”. Henrique Neto, ex-deputado e subscritor do manifesto “Por uma democracia de qualidade”, que propunha maior fiscalização às contas dos partidos, considera que “os partidos abusam porque sentem que os seus actos são impunes”.

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