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Ortopedistas deixam urgência ao abandono

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Três médicos ortopedistas, contratados pelo Centro Hospitalar do Algarve a uma empresa prestadora de serviços para garantir as Urgências da unidade de Faro, deixaram sem cirurgia uma criança e dois jovens, além de vários doentes adultos. Tudo aconteceu na madrugada de quinta-feira, quando a unidade tentou contactar os médicos.
A criança apresentava uma fractura numa das mãos (no metacarpo), um dos jovens tinha uma fractura na perna direita e o outro era politraumatizado, com fracturas em diversos pontos do corpo.

Foi apurado que, dois dos ortopedistas estiveram incontactáveis, com os “telemóveis desligados”, e um outro foi encontrado a dormir no 6° piso, tendo abandonado a unidade 20 minutos depois de ter regressado ao Serviço de Urgência.

O secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), Jorge Roque da Cunha, mostrou-se revoltado com a situação: “É revoltante saber que os doentes não recebem os cuidados necessários desses médicos contratados a empresas. São pagos a 50 euros à hora, valores muito superiores em re-lação aos profissionais mais diferenciados com quem trabalham na Urgência e que recebem valores inferiores.”

Fonte do Hospital de Faro afirma que a situação foi “transitória” e garante que “todos os doentes receberam os cuidados de saúde adequados” no Centro Hospitalar do Algarve, no qual está integrada a unidade. Segundo a mesma fonte, os doentes em causa “não foram” transferidos para hospitais de Lisboa nem sequer para clínicas ou outras unidades da região. A administração hospitalar está a avaliar as circunstâncias dos factos e admite a tomada de eventuais medidas correctivas. Não está afastado o cenário de aplicação de penalizações à empresa prestadora de serviços.

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