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O GRANDE PERCURSO DE ARMANDO VARA, ANTIGO SÓCIO DE JOSÉ SÓCRATES, FÁTIMA FELGUEIRAS E VIRGÍLIO DE SOUSA

Os dados que se seguem, outrora disponíveis na Internet, foram “alterados” , faziam parte do perfil de Sócrates em vários mass media e na Wikipédia. Este artigo foi publicado em 2011.

A Sovenco, criada em 1990, era uma Sociedade de Venda de Combustíveis. A sua constituição era; Armando Vara, Fátima Felgueiras, José Sócrates, Virgílio de Sousa.

Armando Vara – condenado a 4 anos de prisão (pena suspensa); no entanto José Sócrates nomeia-o ADMINISTRADOR DA CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS, com 20.000,00 euros por mês, mais extras.

Fátima Felgueiras – andou foragida da Justiça no Brasil dois anos;

Virgílio de Sousa – condenado a prisão por um processo de corrupção no Centro de Exames de Condução de Tábua.

Sócrates – … Por apurar

Em baixo um percurso exemplar deste senhor que em nada dá mostras de ser receptor e emissor de influências.

Deixemos as coincidências mais uma vez falar por si…

Enredo interessante, veja-se..

Secretário de Estado da Administração Interna (1995-97)

Secretário de Estado adjunto do ministro da Administração Interna.de 1997 a 99

Ministro adjunto do primeiro-ministro (1999-2000)

Fundou a Fundação para a Prevenção e Segurança, em 1999 que foi acusada de irregularidades, com fundos estatais.

2000 tomou posse como ministro da Juventude e Desporto

Licenciatura na Universidade Independente (2005) A mesma de Sócrates e outros políticos.

2005-2007 – conselho de administração da CGD (administrador não executivo)

2005-2007 – Conselho de Administração da PT (não-executivo)

CITAÇÕES QUE ATESTAM E COMPLEMENTAM O ACIMA ESCRITO.

“Próximo de Jaime Gama, já vereador na Câmara da Amadora, Vara aproximar-se-ia de Guterres, enquanto, em 1990, fundava uma empresa com o amigo José Sócrates, destinada à venda de combustíveis. Ao integrar o “governo-sombra” do PS nas áreas das Obras Públicas e Transportes, fácil era vaticinar-lhe promissor devir.

Com o triunfo de Guterres, Armando Vara seria secretário de Estado da Administração Interna (1995-97) e, de 1997 a 99, secretário de Estado adjunto do ministro da Administração Interna.

ministro adjunto do primeiro-ministro (1999-2000), com os pelouros da juventude, toxicodependência e comunicação social.

Ainda em 2000 tomou posse como ministro da Juventude e Desporto. Alegria efémera, porquanto, não tinha terminado o ano, teve de se demitir devido a alegadas irregularidades cometidas pela Fundação para a Prevenção e Segurança, que fundara em 1999. Rude tempo.

Dada a falta de provas, em 2005 a Procuradoria-Geral da República arquivou o processo, afirmando que Vara não tinha violado a lei.

Há até quem relacione o episódio visando chamuscar Vara com Fernando Gomes, actual administrador da Galp Energia. Incólume a tal enredo político-partidário ficou o amigo e ex-ministro do Ambiente, José Sócrates.

Então, em 2005, por determinação do ministro Teixeira dos Santos, Armando Vara regressa à banca. À CGD.”

Veja-se o que já dizia o JN em 23.01.2005

(…) Sócrates entrou com o amigo Vara numa empresa de distribuição de combustíveis. Em 1990 os dois deputados do PS tornaram-se sócios da Sovenco – Sociedade de Venda de Combustíveis, com outros três parceiros, um dos quais, Virgílio de Sousa, condenado a prisão por um processo de corrupção no centro de exames de condução de Tábua. Sócrates, quando a revista Focus desenterrou esse episódio, o socialista jurou que estava a ouvir falar dessa empresa “pela primeira vez”. Só após algum esforço de memória se lembrou que tinha sido sócio. (…)

No Público…

“Mas Armando Vara tem marcas que não são fáceis de apagar: ascendeu a banqueiro, com o “rótulo” de emissário político; (…) em 2001, na qualidade de secretário de Estado, ter sido apanhado na polémica à volta da Fundação para a Prevenção e Segurança. Uma instituição privada que criou, com recurso a fundos estatais doados quando estava no Governo de Guterres.

O curriculum académico com a licenciatura em 2005 em Relações Internacionais na Universidade Independente, a mesma onde Sócrates se diplomou. Preparava-se para assumir novos desafios.

Em 2005 José Sócrates ganha as legislativas. Tem 51 anos, quando é nomeado administrador da CGD. Vara toma posse no meio de grande controvérsia: um Job para um boy?

É certo que a alta finança é um espaço de encontro entre a política e os grandes interesses económicos, porque os negócios necessitam das autorizações governamentais.

É neste contexto que em 2008 chegou à vice-presidência do BCP, por convite do socialista Santos Ferreira. A transição da CGD para o BCP deixa rasto, quando se apura terem sido dados créditos em larga escala a accionistas do BCP, para que estes entrassem na disputa pelo controlo do banco. Em troca, a CGD recebeu acções cotadas. Com a crise, o banco assumiu menos-valias de centenas de milhões de euros, o que levou o Estado a aumentar o capital. Hoje mesmo as vozes hostis do sector reconhecem a Vara que gosta de resolver os problemas, é despachado e que ganhou o respeito do sector, mesmo reconhecendo a influência do PS.”

No expresso…

“Em 2005, quando um amigo de Vara chegou a primeiro-ministro, Vara foi colocado na administração da CGD. Como dizia João Duque, Vara tinha (e tem) uma qualidade imprescindível no negócio bancário: “tem o n.º de telefone do sr. eng.º José Sócrates memorizado no seu telemóvel e quando lhe telefona ele atende-o”.

O percurso de Vara revela que os dois partidos do poder (o PSD também tem ‘Armandos Vara’) podem fazer tudo o que quiserem dentro do sistema político e económico. O problema não é Armando Vara per se, mas sim todo o regime. A III República está montada de forma a legitimar a promiscuidade entre a política e os negócios.”

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