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O caos no SNS, responsabilidade da incompetência governativa

Os desfalques que vem sendo realizados, pelos governos, ao SNS ao longo dos anos, é apenas visível aos mais atentos. Quer ver?

É fácil de compreender que face ao agravamento da situação financeira do SNS; perante a falência técnica em que já se encontram muitas empresas públicas de transportes colectivos (CP, Metro, REFER, etc); continuar a investir em auto-estradas de tráfego reduzido, em TGVs, aeroportos etc é, a nosso ver, dar provas de ainda não ter percebido a verdadeira situação em que o País se encontra, é arrastar os portugueses para ainda maiores sacrifícios, porque ninguém pode ter a falsa ilusão de que tudo isto se faz sem um preço e sem sacrifícios ainda maiores para a esmagadora maioria dos portugueses.

Mais do que nunca é necessário uma utilização rigorosa dos recursos escassos do País naquilo que é essencial para defesa do bem estar da maioria da população (SNS, empresas públicas de transportes colectivos, apoio aos atingidos pelo desemprego, aos pensionistas com reformas de miséria) o que é evidente que não está a suceder.

Numa situação destas, assistir como tem acontecido, ao crescimento escandaloso dos lucros dos grupos económicos, à situação daqueles que apresentam sinais exteriores de riqueza mas que continuam impunemente a não pagar os impostos devidos, à prescrição de milhões € de dividas ao fisco, e à fuga e evasão em larga escala por falta de meios para fazer uma fiscalização eficaz e uma recolha atempada de impostos, nomeadamente de trabalhadores, cujo número continua a reduzir-se devido à obsessão do défice, é chocante em relação a um governo cujo 1º ministro diz defender o Estado Social.

Os prejuízos acumulados dos hospitais públicos atingem valores recordes, estando a ser utilizados para reduzir o défice orçamental.

Uma das formas de destruir o SNS é através do seu estrangulamento financeiro.

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