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Novas suspeitas adiam fim da investigação a José Sócrates

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O Ministério Público detectou suspeitas de favor “em novas áreas de negócios”, no âmbito da operação Marquês, e precisa de mais seis meses para concluir a investigação que tem como principal arguido José Sócrates.

Os novos factos, aliados à excepcional complexidade do inquérito e à falta de cumprimento das cartas rogatórias enviadas à Suíça e ao Reino Unido, levaram a Procuradoria a conceder ao DCIAP o prazo de mais 180 dias para a conclusão da investigação, adiando o encerramento do inquérito para Março de 2017, tal como o CM já tinha noticiado.

Em comunicado divulgado ontem, a Procuradoria-Geral da República explica que “alguns dos novos indícios e respectivos elementos probatórios foram recolhidos em diligências recentes”, ou seja, já depois de Amadeu Guerra ter emitido um despacho, em Março, a fixar o dia 15 de Setembro como prazo indicativo para a conclusão do inquérito. Entre as diligências referidas encontram-se as buscas à Portugal Telecom e às propriedades dos seus antigos responsáveis, Zeinal Bava e Henrique Granadeiro.

O Ministério Público lembra que é necessário tratar os milhares de documentos apreendidos, desde conta-bilidade e contas bancárias a escutas telefónicas. Só a “título muito excepcional” o novo prazo será ultrapassado.

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