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Negócio de Mário Lino suspeito no Marquês

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Mário Lino, ex-ministro das Obras Públicas no governo de José Sócrates, é também visado no processo Marquês. A investigação fez buscas ao escritório de Guilherme Dray – ex- chefe de gabinete de Sócrates – e apreendeu o contrato relativo à venda de uma casa na Ericeira.

O primeiro outorgante é Mário Lino, que vende por 290 mil euros. O segundo é Guilherme Dray, que faz uma hipoteca bancária na Caixa Geral de Depósitos de 190 mil euros. Foi a 30 de maio de 2014, meses antes de José Sócrates ser preso.

Ainda no processo Marquês, o nome de Lino é também referido por Paulo Azevedo, presidente da Sonae, a empresa que viu a OPA à PT ser considerada hostil.

Aos investigadores do processo, o filho do dono da Sonae lembrou que Lino fazia parte do grupo de Sócrates, que queria a PT no mercado brasileiro.

Mostra ainda o processo que Guilherme Dray usava a vasta rede de contactos acumulados com personalidades estrangeiras para angariar negócios para o ex-governante distribuir entre empresários amigos. Trabalhava desde 2013 para duas empresas de Carlos Santos Silva, a XLM e a Proengel, e arranjou encontros entre José Sócrates e o líder timorense Xanana Gusmão. Descobriu novos mercados, como Líbia e Equador.

Ouvido pelo procurador, Guilherme Dray contou ainda ter feito a ligação com Temporão, ex-ministro da Saúde de Lula, a quem Lalanda de Castro pagava 400 mil euros por ano. Falou também dos contactos mantidos com a Ongoing.

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