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Não consegue andar, gagueja e utiliza fraldas… mas foi considerada apta para trabalhar

Ana Cristina Campos sofre de depressão persistente, transtorno cognitivo, doença osteoarticular degenerativa grave e hérnias discais. Os médicos que a acompanham atestam incapacidade permanente.

A administrativa do centro de saúde do Olival, em Vila Nova de Gaia, recebeu, em julho, uma carta da Administração Regional de Saúde do Norte (ARS/N) que refere estar “apta para exercício de funções”.

Não conseguiu cumprir os 30 dias de trabalho a que a lei obriga. Ficou com licença sem vencimento.

“Tenho casa para pagar e três filhos para dar de comer. Devo dinheiro a toda a gente. E não me estão a tirar a mim, estão a tirar aos meus filhos. É isso que me dói”, diz ao CM, entre lágrimas. “Basta olhar para ela. Não consegue andar, gagueja e utiliza fraldas. Não sei como querem que vá trabalhar”, afirma a mãe, Maria Campos, indignada.

O psiquiatra que acompanha a funcionária, de 46 anos, atesta que Ana Cristina está “de forma absoluta, definitiva e permanente incapaz de exercer qualquer função profissional, pelo que deve ser considerada com incapacidade permanente”.

A neurologista considera-a “totalmente incapacitada para atividade profissional”. No entanto, foram-lhe atribuídas, em junho, tarefas de ‘back-office’ e atendimento ao público.

A Caixa Geral de Aposentações indica que três médicos e duas juntas médicas “concluíram que não existia incapacidade absoluta e permanente para o exercício de funções”. Ao CM, a ARS/N indica apenas que o caso está “em apreciação”.

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