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Na praxe, como na queima, a Universidade se transforma num lodaçal

Na praxe, como na queima, a opressão é colectivamente patrocinada, e nisto, a Universidade se transforma num lodaçal e os pequenos monstrinhos ganham carta branca.

Durante 9 meses do ano, a praxe objetifica o corpo da mulher. Seja nos cânticos machistas, assim como nas práticas físicas de humilhação. Na praxe, elas estão à disposição e devem ouvir, sentir e cheirar essa submissão (que sim, é reproduzida também pelas próprias mulheres que praxam, e a isto se chama cultura de dominação).

Depois vem a queima. Lavagem de dinheiro para as Associações académicas mafiosas como a FAP, negócio farto para tantos outros. A senha é simples: emborquem até cair, e no amanhecer de fim de festa não faltarão as 15, 20 ambulâncias do INEM recinto adentro, nem os autocarros que levem os semi-zombies que restem.

Na praxe, como na queima, a opressão é colectivamente patrocinada, e nisto, a Universidade se transforma num lodaçal e os pequenos monstrinhos ganham carta branca.

Não participar apenas não basta. É preciso combater.

Adriano Campos

Incidentes e acidentes sucedem-se ao longo dos anos. Federação Académica do Porto (FAP) não assume responsabilidades sobre actuações de alunos na Queima, como o da divulgação de vídeos de imagens de cariz sexual.

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