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Na Entidade Reguladora da Saúde há um chefe por cada três trabalhadores

Tribunal de Contas propõe revisão das taxas que ERS cobra a prestadores, alegando que tem excedente de 17 milhões.

E diz que ex-presidente usou viatura de serviço para fins pessoais.

O quadro de pessoal da Entidade Reguladora da Saúde (ERS) tinha em 2015 um rácio fora do comum – havia nada mais nada menos do que um dirigente por cada três funcionários. Porquê? Porque, em 2013, o número de cargos de direcção mais do que duplicou durante uma reestruturação interna. De sete cargos de direcção apenas, a ERS passou então a ter 18 dirigentes, para um total de 61 trabalhadores no quadro de pessoal. O reparo é feito pelo Tribunal de Contas (TC) que, num extenso e crítico relatório de auditoria à ERS, enumera várias insuficiências, problemas de funcionamento e também de apresentação de contas da reguladora da saúde.

“Há cerca de três trabalhadores por dirigente na ERS quando nas outras entidades reguladoras esta relação é de cerca de seis trabalhadores por cada dirigente”, compara o TC, numa nota à imprensa sobre a auditoria às contas do exercício de 2015 da ERS, divulgado nesta quinta-feira. A reestruturação interna que levou à promoção a dirigentes de 11 técnicos superiores representou mais 239 mil euros de despesa. Chegou-se à situação algo caricata de haver dois gabinetes que apenas têm um funcionário – o coordenador.

 

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