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Luxos de Sócrates intrigam justiça

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Buscas à Haitong, de José Maria Ricciardi, e à Caixa Banco de Investimento, do Grupo CGD. A segunda fase da operação Marquês visa agora a forma como José Sócrates mantém um elevado estilo de vida e também os negócios que envolveram a entrada da Portugal Telecom na brasileira Oi.

As suspeitas estão consolidadas na investigação que dura há mais de dois anos. Estão apreendidos mais de 17 milhões a Carlos Santos Silva que a investigação diz pertencerem a José Sócrates mas os investigadores querem saber se há alguma forma de os arguidos estarem a aceder aos milhões. Isto porque foi detectado que os lucros de uma carteira de títulos, em nome de Santos Silva, está precisamente no banco chinês. E que aquelas verbas não estão apreendidas.

As autoridades vão mais longe. Como é possível Sócrates manter o mesmo estilo de vida: um filho a estudar em Nova Iorque, pelo menos dois empréstimos ainda por saldar na Caixa Geral de Depósitos, um apartamento no Parque das Nações. A que se juntam ainda os salários de um assessor e dois advogados, além das custas judiciais nos diversos recursos e acções que tem interposto. Sócrates garantiu sempre que não tinha meios de fortuna e disse até que vendeu o prédio na rua Braamcamp para poder abater na dívida a Carlos Santos Silva.

Na operação de ontem, estiveram envolvidos vários magistrados e foram apreendidos diversos documentos.Estiveram ainda no terreno elementos da PSP e da Inspecção Tributária. O objectivo era apreender documentos para consolidar as suspeitas. Não terão sido feitos novos arguidos. A operação Marquês parece estar longe do seu final.O prazo definido pelo director do DCIAP que apontava para o mês de Setembro poderá agora ser alargado.

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