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Já se sabemos porque o chefe da caixa geral de depósitos se recusa a entregar declaração de rendimentos

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Patrão da Caixa Geral de Depósitos tem património milionário que não quer declarar.

António Domingues, presidente da CGD desde o final de agosto deste ano, ganhou mais de 10 milhões de euros como administrador do BPI, entre 2000 e 2015.

Com a recusa do gestor público a entregar a declaração de rendimentos no Tribunal Constitucional, cujo prazo legal terminou ontem, essas remunerações milionárias revelam que António Domingues terá um património milionário.

A análise dos relatórios anuais de contas do BPI, entre 2000 e 2015, revela que, nesse período, Domingues ganhou em média mais de 625 mil euros por ano.

A partir de 2009, após a entrada em vigor da legislação que obriga as sociedades cotadas a divulgarem os salários dos administradores, o BPI indica o rendimento anual dos mesmos.

Sabe-se então que, de 2009 a 2015, Domingues ganhou quase 4,13 milhões de euros. Já entre 2000 e 2008, o BPI apenas indica o encargo total das remunerações dos membros da comissão executiva.

Com base nessa despesa anual e considerando que Domingues foi vogal e vice-presidente da comissão executiva, cargos que representarão 13% e 17% do custo anual com as remunerações da comissão executiva, apurou-se que o banqueiro ganhou, entre 2000 e 2008, mais de seis milhões de euros.

O presidente da CGD recusa entregar no Tribunal Constitucional a declaração de património e rendimentos, alegando ter um parecer interno da CGD que justifica essa recusa.

O próprio Governo apoia a decisão de Domingues. No entanto, como a lei 4/83 obriga o presidente da CGD a entregar a declaração de rendimentos, Domingues terá de declarar o rendimento anual, o património financeiro e imobiliário e também os carros.

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