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Hugo Machado, advogado com escritório em Beja, foi detido por inspectores da Unidade Nacional de Contra Terrorismo (UNCT) da Polícia Judiciária (PJ), por eventual tráfico de pessoas.

Acompanhados por um juiz do Tribunal de Beja e de um representante da Ordem dos Advogados, fizeram buscas primeiro no escritório do advogado, situado na Rua do Vale, em Beja, onde o constituíram arguido e depois em casa, a que se seguiu a detenção.

Os homens da PJ começaram as buscas no escritório do advogado às 10,30 horas, de onde saíram quatro horas e meia depois, acompanhados do arguido e transportando diversos documentos apreendidos. Depois dirigiram-se a casa do advogado que deixaram cerca das 16,30 horas levando consigo Hugo Machado (de camisa aos quadrados vermelho e azuis e assinalado com um círculo), com o estatuto de detido a fim de ser presente amanhã para primeiro interrogatório judicial.

Segundo apurou o Lidador Notícias (LN) em causa está um processo que investiga, desde Dezembro de 2015, o tráfico de pessoas, titulado pelo Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP)-4ª secção do Ministério Público (MP) de Sintra, que tem quatro cidadãos romenos como arguidos.

O LN sabe que o processo resultou da extracção de uma certidão de um outro processo também dirigido pela 4.ª secção do DIAP de Sintra, em colaboração da UNCT, que esteve na origem da operação “Corda Bamba”, que levou à detenção de dezoito pessoas, treze homens e cinco mulheres.

As mais de 30 buscas realizadas durante toda a manhã do dia 17 de Novembro de 2015, visaram sobretudo as casas em que os vários membros do grupo residiam e outras onde eram alojadas as vitimas.

A polícia levou a cabo buscas em vários pontos do território, mas sobretudo na zona Oeste, mais concretamente em Óbidos e na Ericeira, no litoral alentejano, em especial em Santiago do Cacém, Vila Nova de Milfontes, Odemira e São Teotónio, e ainda em Serpa e Cabeça Gorda.

Na localidade do concelho de Beja foram detidos, três cidadãos romenos e um português, natural e residente, o único dos dezoito que escapou à prisão preventiva.

Hugo Machado é um advogado que já defendeu no Tribunal de Beja, diversos processos envolvendo cidadãos romenos detidos e acusados do tráfico de cidadãos daquele país de Leste, que vinham para o Alentejo para a apanha da azeitona.

Além disso, o causídico seria o responsável pela elaboração dos contratos de trabalho entre empresas de trabalho temporário, geridas por patrões romenos e os trabalhadores.

Em Março do corrente ano, o MP de Beja arquivou um processo que corria contra Hugo Machado, em que este estava indiciado de dois crimes de tráfico de pessoas e dois crimes de usurpação de funções.

Os procedimentos resultaram de duas certidões retiradas pelos juízes Vítor Maneta e Ana Batista, durante o julgamento de dois clãs romenos acusados do tráfico de pessoas, ocorridos em Junho e Dezembro de 2014, no Tribunal e Beja.

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