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Governo Sócrates aumentou 500% os subsídios políticos que enchem os cofres da EDP.

O gráfico é ASSUSTADOR e mostra a nossa triste realidade. A política energética de Sócrates foi uma tragédia calculada, pois usou o mesmo esquema que nas PPP, onde os aumentos do custo são diferidos, ou seja, apenas se tornaram visíveis no futuro, para assim responsabilizar os governantes que se seguissem.

CIEG – CUSTO DE INTERESSE ECONÓMICO GERAL – (É um valor que podemos encontrar nas nossas facturas por baixo de “Quantia Total” no verso. Está a letra pequena e a cinzento para disfarçar a vergonha.)

Representa, em média, quase 50% daquilo que pagamos em electricidade e nada tem a ver com a produção e distribuição de energia.

O CIEG são Rendas e já chegam aos 2500 milhões de euros por ano. Em 2005 e 2006, que se saiba, Portugal não estava às escuras! Em 2013 Portugal consumiu a mesma electricidade do que em 2006. O CIEG em 2006 era 500 milhões de euros. Em 2013, o CIEG atingiu 2500 milhões de euros. Aumentou 500%, durante o Governo Sócrates.

NESTE VIDEO A PARTIR DO MINUTO 4 VEJA OS GRÁFICOS E A EXPLICAÇÃO

“Henrique Gomes, que esteve menos de 9 meses no Governo, foi o governante que disse que o “Estado tem de impor o interesse público ao excessivo poder da EDP” e voltou a reafirmar que “os contratos de produção de energia foram feitos na perspetiva de proteção dos produtores e não dos consumidores”. O défice tarifário já vai nos 5,4 mil milhões de euros com juros.

Henrique Gomes voltou a referir que existe um forte lóbi da energia eólica que está a desequilibrar o sistema elétrico nacional, onde, apesar de indicações da ‘troika’ em reduzir as rendas excessivas na eletricidade, no caso da eólica pouco foi aplicado. “Se a EDP Renováveis vende a energia eólica a 60 euros mw/h em Espanha, nos Estados Unidos a cerca de 50 euros, porque em Portugal a vende a 100?” (video)

O especialista em energia Clemente Pedro Nunes também foi bastante crítico às opções feitas pelos últimos governos em matéria energética: “A energia eólica é ruinosa para o país por causa da sua intermitência”, disse.

Clemente Pedro Nunes adiantou que o consumidor está a pagar caro toda a energia produzida pelo vento e, para além disso, tem que “sustentar” as centrais térmicas como ‘back-up’ para quando não há vento. “Este é um sistema que só existe em Portugal e em Espanha, e a própria Espanha já arrepiou caminho”, frisou.

Para o especialista “esta é a razão de ser de uma catástrofe no sistema eléctrico nacional, em que existe um lóbi que controla as rendas excessivas e que controla 95% da comunicação social”.

A proposta da ERSE de um aumento de 2,8% na tarifa da eletricidade a partir de janeiro de 2013 revelou um inaceitável agravamento dos CIEG, os custos extra que favorecem os produtores à custa dos consumidores, e que por isso são combatidos pela DECO.

A LUTA DA DECO

No gráfico que reproduzimos em baixo, e que consta do comunicado da ERSE (Entidade Reguladora do Sector Elétrico), verificamos que os CIEG (Custos de Interesse Económico Geral) aumentam em 2013 face ao ano corrente (ver coluna a azul).

Estes custos são diferidos, isto é adiados, para o futuro, e contribuem para agravar o défice tarifário, que passa assim de 2,8 milhões de euros em 2012 para 3,6 milhões em 2013.

A verdade é que só o adiamento de custos permite manter o aumento da fatura em 2,8% em 2013. Tal poupa ao consumidor uma sobrecarga suplementar num contexto de aumento de impostos sem precedentes. Contudo, o agravado défice tarifário será mais tarde ou mais cedo imputado ao consumidor (via fatura) ou ao contribuinte (via IRS).

A DECO continuará atenta aos impactos dos CIEG na factura, presente ou futura, da eletricidade que os consumidores pagam. Isto porque o Governo, de acordo com a própria ERSE, ainda não produziu os diplomas que permitem reduzir todas as parcelas desses custos extra.

Neste momento, o Governo só legislou sobre a Cogeração e a Garantia de Potência, faltando os diplomas relativos aos cortes nos Renováveis e nos CMEC (Contratos de Manutenção do Equilíbrio Contratual, celebrados com a EDP) sobre os quais terão sido firmados com as empresas produtoras acordos que não foram divulgados. É legítimo duvidar da eficácia desses acordos quando se assiste a uma subida, em vez da anunciada redução, dos CIEG no seu conjunto em 2013. DECO

Bolha eólica vai acabar por rebentar.

António Mexia e José Sócrates deveriam ser julgados pela patifaria em que ambos comungaram: o embuste da energia eólica e das concomitantes barragens que tem provocado, pelo preço que custaram, custam e vão custar se nada fizermos (2), o corte de fornecimento de eletricidade a quase um milhão de portugueses.

Só a EDP ganhou com as taxas de reactivação mais de 50 milhões de euros!

Há quantos anos é que a EDP anda a pedir empréstimos alguns meses antes da distribuição de dividendos? E porquê? Ninguém investiga estas coisas? Quem cobre quem, o quê e a que preço?

Portugal suporta os mais elevados custos de energia (em paridade do poder de compra) da Europa!

EDP com rendas garantidas de 46%, mais altas da Europa e EUA.

EDP, 60% da factura é um saque descarado. PS+PSD ajudam ao saque.

O custo das barragens construídas para alimentar as eólicas, é mais um embuste da parelha Sócrates-Mexia, não é tido em conta, nem para calcular o preço real da energia eólica produzida, nem para o cálculo das emissões de CO2 equivalente, nem para conhecer o custo catastrófico da erosão da costa portuguesa junto aos estuários de rios segmentados por sucessivas barragens. Querem praias e turismo, querem salvar as vossas casas? Perguntem ao Mexia e ao Sócrates porque as querem destruir… Um video esclarecedor.

“O fabrico, instalação e operação dos parques de energia eólica consomem mais de três vezes a energia que alguma vez produzirão” — Charles S Opalek
“Está na hora de acabar com os subsídios ao vento” Paul Driessen é consultor politico do “Committee For A Constructive Tomorrow” e autor do Eco-imperialismo: Poder verde – Morte negra.

Perguntem ao Sócrates porque foi contra as barragens quando estava fora do governo… e aceitou encher o país de barragens assim que chegou ao governo?

Penalizam empresas e a competitividade e afastam investidores. O governo não toma medidas eficazes, apesar das imposições do FMI e TROIKA?

“Os custos da electricidade em Portugal voltam a ser apresentados pelo FMI como um dos principais constrangimentos à competitividade da economia portuguesa e à sua capacidade de captar investimento. “Os retornos garantidos aos produtores da energia, independentemente da procura, pressionam os preços em alta” e penalizam os custos de produção da indústria de bens transaccionáveis, reafirma a instituição.”

“As empresas que consomem mais electricidade em Portugal acusam o presidente da EDP, António Mexia, de esconder a verdade quanto aos preços que a eléctrica cobra às maiores indústrias, alegando que esses preços as penalizam e lhes retiram competitividade.

O presidente executivo da EDP “observa apenas parte da verdade” quando afirma que o custo da electricidade “não é problema de competitividade de Portugal”, e que, “especialmente na indústria, Portugal tem preços de energia eléctrica abaixo da média europeia e tipicamente abaixo de Espanha”, acusou em declarações à Lusa José Baptista Pereira, director executivo da Associação Portuguesa dos Industriais Grandes Consumidores de Energia Eléctrica (APIGCEE).

António Mexia “faz como aquele pintor famoso que, contratado por um zarolho para o pintar, o coloca de perfil para lhe pintar apenas um olho”, ironiza Baptista Pereira.

A APIGCEE alega que as estatísticas do Eurostat, nas quais a EDP se fundamenta para demonstrar que o preço da electricidade é mais baixo em Portugal do que na média da União Europeia, são cegas ao tipo de consumos de energia destas empresas e, por conseguinte, não validam totalmente as afirmações de Mexia.

“Algumas destas empresas detêm fábricas em Portugal e Espanha, e pagam em Portugal mais cerca de 20 a 25% do que em Espanha, o que é devido, em grande parte, ao forte agravamento das tarifas de acesso a partir de 2010, em resultado da subida exponencial das designadas rendas excessivas, onde se integram os Contratos de Aquisição de Energia (CAE), os Custos de Manutenção de Equilíbrio Contratual (CMEC) e os subsídios às renováveis e que o Governo, impulsionado pela troika, se tem proposto reduzir”, sustentou Baptista Pereira.

“Para as nossas empresas, em que se incluem a Siderurgia Nacional, Cimpor, Secil, Portucel Soporcel, Solvay, CUF, Sakthi Portugal, Ar Líquido e Somincor, o peso da electricidade no preço final de produção é de, pelo menos, 10% e nalguns produtos chega a atingir 50%, pelo que o preço da energia eléctrica é factor crítico da sua competitividade”, acrescentou. É neste contexto, argumentou o mesmo responsável, que se “compreendem” as notícias recentes que apontam a possibilidade da Siderurgia Nacional poder vir a deslocalizar a sua produção para Espanha.

Por outro lado, acrescenta o director da APIGCEE, as empresas que o organismo representa “exportam mais de 75% da sua produção, o que assume uma importância primordial no equilíbrio da balança de transacções do país”.
O presidente da EDP afirmou que “Portugal tem, especialmente na indústria, preços da energia eléctrica abaixo da média europeia e tipicamente abaixo de Espanha” e “a electricidade não é um problema de competitividade de Portugal no contexto europeu”.

António Mexia respondia desta forma ao ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, que alertou para a necessidade dos países europeus encontrarem formas de reduzir os custos da energia, uma vez que estão a penalizar a competitividade do tecido empresarial europeu comparativamente com as companhias norte-americanas e asiáticas.”

As rendas excessivas ou, para ser mais claro, os lucros indevidos das empresas de eletricidade são tão escandalosas que são referidos no próprio “Memorando de entendimento” assinado com a “troika” em Maio de 2011 na parte dedicada aos “Esquemas de apoio à produção de energia em regime especial” (pontos 5.7 a 5.12), prevendo-se a sua redução. No entanto, nada de significativo foi feito até à data (até se agravou como mostramos) o que aumenta as dificuldades das famílias e reduz a competitividade das empresas obrigadas a pagar preços elevadíssimos pela energia.

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