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Governo pressiona hospitais privados para reduzirem cesarianas

O Governo deu às unidades de saúde públicas e privadas, com actividade na área da obstetrícia e neonatologia, um prazo de dois meses para divulgarem os seus relatórios de actividades relativos a 2015. A ordem consta de uma portaria, publicada ontem em Diário da República, que tem como claro destinatário o sector privado, já que a informação relativa às unidades públicas está actualizada.

Desta informação devem constar o número de partos naturais e por cesariana, com a justificação dos motivos que originaram estes últimos, para além do histórico de complicações ocorridas. Apesar de as estimativas oficiais indicarem que 66% dos partos do sector privado serem feitos por cesariana – por oposição a 28% no sector estatal – e de a portaria fazer também referência aos “licenciamentos” das unidades, oficialmente o diploma visa apenas esclarecer os cidadãos.

“A intenção do Ministério da Saúde é obter toda a informação pertinente, para a tornar pública através do Portal do SNS”, defendeu ao DN o gabinete do ministro Adalberto Campos Fernandes. “E responder assim à exigência de transparência, de direito à informação a que todos os cidadãos devem poder ter acesso, para além dos próprios profissionais, de forma a poderem efetcuar escolhas fundamentadas e possível de serem alvo do escrutínio da sociedade”, acrescentou.

É horrível o que caos que a saúde atravessa. É só guerras de interesses e quem sofre são os doentes!! Principalmente os que não têm recursos para os Privados. É como deixarem emigrar médicos novos e contratarem os que já estão aposentados dos hospitais para encher mais os bolsos e os nossos a sair do país onde todos investimos derivado a serem cá explorados.

É urgente que a população portuguesa compreenda os reais motivos do caos instalado na Saúde. Enquanto o sistema de saúde estiver única e exclusivamente preocupado com o bem estar e regalias dos seus profissionais Portugal irá ter a saúde neste estado: perto do lixo. É preciso que os pacientes e utentes denunciem todos os casos de abusos e negligências. É preciso que as pessoas falem e se insurjam contra os médicos e contra os enfermeiros que prestam um péssimo serviço. É preciso que as pessoas reclamem e se façam ouvir.

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