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Governo intensifica as nomeações de militantes do PS para altos cargos

Militantes do PS estão cada vez mais a ser nomeados para altos cargos dentro do Governo. Eleições aproximam-se e os planos de contingência para os “bois” começam a surgir.

São dezenas de nomeações para cargos altos e o fenómeno parece querer acentuar-se no ano das eleições, que vão acontecer em Outubro de 2019.

O Governo PSD de Passos Coelho publicava por uma questão de transparência as nomeações no site do Governo, mas parece que o actual governo removeu essa funcionalidade do site, tornando o escrutínio do cidadão menos transparente, refere o Jornal Económico.

Ainda assim foi possível identificar a crescente nomeação. Considerando os procedimentos em aberto na Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública (CReSAP) isto será acentuado nos próximos meses.

Como exemplo temos os vogais da Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL), todos socialistas: Nuno Araújo é dirigente do PS-Penafiel, Cláudia Soutinho é dirigente da Federação Distrital do Porto do PS e Joaquim Gonçalves foi dirigente e autarca do PS em Matosinhos.

“A prática de enxamear a Administração Pública com militantes obedientes é uma longa tradição que continua bem viva em Portugal. Esta captura partidária da administração do Estado degrada a qualidade dos serviços públicos, mina a sua independência perante os poderes e diminui a sua legitimidade perante os cidadãos”, diz o Presidente da Transparência e Integridade – Associação Cívica (TIAC), João Paulo Batalha.

“O facto de os partidos insistirem nesta distribuição de cargos revela uma mentalidade de poder profundamente antidemocrática, que trata os bens públicos como bens transacionáveis para serem distribuídos aos fiéis ou comercializados junto do poder económico. E mostra como, para os partidos, o exercício do poder autoriza tudo. É particularmente revelador que estes vícios se intensifiquem em ano eleitoral. Além do clientelismo que demonstra, é no fundo um mecanismo para sabotar o Estado de modo a garantir poder de influência no país, seja qual for o resultado das eleições. É absolutamente condenável e demonstra, infelizmente, que nem em ano de eleições há um pudor mínimo no assalto à Administração Pública”, critica ainda a mesma fonte.

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