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GNR sem carros, PSP sem coletes e SEF sem homens

Sindicatos denunciam situações graves tanto na GNR, como na PSP e no SEF, garantindo que, mesmo assim, a segurança das populações nunca foi posta em causa

Na altura em que a maioria das pessoas vai a banhos, os principais problemas das nossas forças de segurança emergem. Com o número de turistas a aumentar em vários pontos de país e a movimentação de muitos portugueses entre várias zonas de norte a sul, agosto é um mês de muito trabalho para as autoridades. No entanto, nem sempre conseguem ser rápidos na resposta às diversas situações. Os sindicatos apontam o dedo à falta de efetivos e de meios, os órgãos oficiais preferem manter-se em silêncio.

Durante a semana passada, surgiram várias notícias sobre as dificuldades sentidas tanto na PSP como na GNR. Na terça-feira, o Diário de Notícias revelou que o Comando Territorial do Porto tinha comunicado às chefias medidas de contenção apertadas, como a diminuição do uso dos carros. De acordo com o jornal tudo tinha por base a falta de orçamento para o atual “período crítico no que concerne à manutenção de viaturas”. Fonte oficial da GNR esclareceu no mesmo dia que “as orientações dadas pelo Comando Territorial foram no sentido de reforçar o cabal cumprimento dos princípios legais e respetivos procedimentos administrativos para a realização de despesa pública (…) O Comando da Guarda não transmitiu qualquer instrução no sentido da não utilização de viaturas para o cumprimento da sua missão, bem como quanto à reparação das mesmas”.

No mesmo dia, a ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, admitiu que o efetivo da PSP tem de ser reforçado, revelando que estão a ser desenvolvidas tarefas para avançar com novas admissões nesta força de segurança. As declarações da ministra surgiram depois de o comandante do Porto, Miguel Mendes, ter alertado tanto Urbano de Sousa como o diretor Nacional da PSP, Luís Farinha, que se não recebesse pelo menos 200 elementos no próximo ano “muitas coisas terão de deixar de ser feitas”. “Em 1948 tínhamos 1.322 elementos, hoje, quase 70 anos depois, o efetivo para exatamente as mesmas áreas funcionais de comando e apoio e esquadras é de 1.349 elementos. (…) Claramente a situação que se vem consolidando merece este clamor de alerta”, afirmou.

Questionadas pelo i sobre o impacto que os constrangimentos financeiros e de pessoal têm no dia-a-dia dos profissionais, tanto a PSP como a GNR preferiram não responder. Esta última garantiu apenas que “em momento algum, deixou de garantir o cumprimento das suas missões e atribuições por motivos de falta de efetivo”.

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