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Gastos em duplicado tramam deputada do PS

Joana Lima, deputada da Assembleia da República eleita pelo Partido Socialista (PS), foi acusada dos crimes de peculato, abuso de poder e violação das regras orçamentais. Em causa estão milhares de euros gastos enquanto foi presidente da Câmara da Trofa com uso indevido de cartões de crédito da autarquia e de uma empresa municipal, além de ajudas de custo e da execução de obras públicas nas estradas sem qualquer contrato prévio.

A acusação é do Ministério Público de Santo Tirso e a defesa ainda pode requerer a abertura de instrução, embora seja pouco provável que tal aconteça. O Parlamento levantou a imunidade parlamentar à ex-autarca, que prestou declarações por escrito sobre este caso.

Na investigação da Polícia Judiciária do Porto, que passou a pente fino as contas da então autarca, foram apurados inúmeros gastos usando indevidamente os cartões de crédito da autarquia e relativos à presidência de uma empresa municipal. Joana Lima está ainda acusada de pedir o reembolso de ajudas de custo que já tinham sido pagas pelo município ou que pagava com cartões da autarquia. Pedia fatura da despesa da representação em seu nome, solicitando depois que lhe fosse reembolsado o valor que não pagou. A autarquia acabava por pagar em duplicado.

Em 2015, a então autarca foi julgada por favorecer familiares e amigos com ajustes diretos e foi absolvida. O CM tentou, por vários meios, mas sem sucesso, ouvir a deputada.

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