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FUNDO DE EMERGÊNCIA DEIXA GÓIS E PAMPILHOSA DA SERRA DE FORA

O Governo anunciou na quinta-feira a criação de um fundo de emergência, mas algumas autarquias ficaram de fora. Uma decisão criticada pelos respetivos presidentes de câmara.

Entrevistado no 360, da RTP3, o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, explicou na última noite que há outros fundos disponíveis para todos os concelhos afetados pelos incêndios, além do fundo de emergência anunciado em Conselho de Ministros. O próprio fundo de emergência resulta das contribuições solidárias que chegam de todo o país.

O ministro do Planeamento afirmou ainda que o levantamento dos prejuízos estará concluído no final da próxima semana. Por outro lado, não se comprometeu com prazos para os trabalhos de reconstrução. Os autarcas de Góis e Pampilhosa da Serra manifestaram indignação com o facto de os respetivos concelhos não ficarem abrangidos pelo fundo de apoio à revitalização das áreas afetadas pelos incêndios.

“Dez mil hectares ardidos, casas de habitação ardidas e arrecadações, enfim, imensas explorações agrícolas. Como este fundo é constituído por donativos dos portugueses e por entidades internacionais, tem que chegar a todos os portugueses que foram afetados nestes incêndios e portanto tem que haver resposta para estas pessoas, não pode ser só para alguns”, apontou o presidente da Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra. “Eu estou estupefacto.

Espero que seja engano”, rematou José Brito. “Terei que considerar isto um mero lapso e, se é um lapso, tem que ser corrigido e nada mais posso dizer sobre isto. Eu não aceito que seja outra coisa”, sublinhou, por seu turno, o vice-presidente da Câmara de Góis, Mário Garcia.

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