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Este governo despreza e humilha os idosos

Temos um Pais com uma alta percentagem de idosos. Calculem que o número de centenários cresceu.

Dizem as estatísticas. Apesar da solidão, das pensões baixíssimas, dos maus tratos, da fome, as pessoas chamadas “velhas” continuam a aumentar, nos discursos dos nossos políticos, que estão preocupadíssimos com os gastos com estes nossos cidadãos, que, em tempos que já lá vão, há muito, muito ajudaram na balança económica deste pais, com o seu trabalho árduo, a maioria mal remunerado, criando numerosos filhos, ou seja, trabalhando até a exaustão.

Mas agora chegou a altura de estarem fartos deles. São um grande peso na balança orçamental do Pais e até para grande parte dos familiares, que tem mais que fazer do que cuidar dos seus progenitores, que em nada já podem ajudar.

Calmas, porque alguns ainda participam, com a sua porca reforma, para equilibrar a balança familiar. E coitados até comem pouco, dão portanto pouca despesa.

O pior é quando chega a altura das tão almejadas férias. Meses antes, já andam a magicar onde os irão depositar. Ou seja, como se vão descartar destas incómodas pessoas.

Aqueles que têm alguma doençazita de “jeito”, vão parar aos hospitais: dão morada e nº de telefone falsos, e por lá ficam até que se lembrem deles, ou que alguma assistente social do hospital consiga um lugarzito num lar.

Isso dá um jeitão. Outros são convencidos a ir mesmo para um lar, com a justificação que lá serão melhor cuidados, com medicamentos e refeições a horas. Ou seja, serão tratados como “reis”.

Estes são os que tem casa própria, e que até dá jeito vender, para ajudar a sustentabilidade económica lá de casa.

Um caso destes, vi há tempos numa reportagem de um canal televisivo e fiquei, de facto emocionada, ao ver a senhora a dar o último olhar, àquela que tinha sido durante sessenta anos, a sua casa.

Os maus tratos, segundo lemos e ouvimos nos média, são cada vez em maior número. Alguns são depositados em casas particulares, de pessoas também sem escrúpulos, sem o mínimo de condições dignas, para qualquer ser humano acabar os seus dias.

Mas o que é certo, é que os nossos idosos continuam a “resistir” e a durar cada vez mais anos.

Tudo isto dá dores de cabaça aos nossos governantes. Como acabar com esta tragédia? Talvez retirando lhes os medicamentos (que parte deles já não são comprados, pois a verba não chega). Ou dar lhes ainda mais solidão!!

Com o número de emigração jovem a engrossar, evidentemente que o Pais está mais envelhecido. Com os índices de natalidade a diminuir, claro que é mais notório o envelhecimento.

Bem, mas não vamos generalizar e não há regra sem excepção. Vemos famílias a tratarem os seus idosos com carinho. Estes são os que fazem parte do agregado familiar.

E agora senhores governantes ponham a massa cinzenta a funcionar (se tiverem tempo, agora com a pré campanha eleitoral) e façam alguma coisa ou então calem-se de vez com o envelhecimento do País.

Não se esqueçam que um dia, quem sabe, poderão chegar aos 70, 80, 90 ou talvez aos três dígitos. E depois o que dirão os vossos netos e bisnetos, que também serão políticos, decerto.

Já sei: com o exemplo que lhes está a dar, certamente irão dizer DEIXEM-NOS MORRER. Este seria um programa para o meu país.

Se seria discutido na especialidade ou na generalidade, isso já não sei.

Maria Cruz

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