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Estado gastou 121 milhões de euros em licenças de software da Microsoft

O caso remonta a 2011 mas ganhou novo relevo nos últimos dias tendo em conta as queixas de alguns “gestores” públicos de que é necessário novo material informático.

121 Milhões de euros seria quanto teria poupado o estado se em vez de comprar licenças de software à Microsoft optasse por software livre.

E, segundo a ANSOL, isto é apenas uma gota de água… aparentemente a administração pública compra várias licenças de software por ajuste directo! É sempre a “abrir”…

Alguns exemplos de ajustes directos:

1 # A Direcção-geral de Infra-estruturas e Equipamentos (DGIEE) do Ministério da Administração Interna – 10 milhões de euros para renovação de licenciamento de software Microsoft;

2 # Secretaria Regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos dos Açores – 5 milhões de euros em renovação de Licenciamento Microsoft;

3 # CTT – 5 milhões de euros em licenciamento Microsoft;

4 # Município de Oeiras – 1 milhão de euros em licenciamento Microsoft;

5 # eEscolas e eEscolinhas – mais de 100 milhões de euros em licenciamento Microsoft.

Levando em conta o actual estado de absoluta crise que se vive no país, a ANSOL (e julgo que todos nós), sugere ao governo que acabe com as aquisições desnecessárias ou não fundamentadas de licenças de software, em detrimento da aquisição de Software Livre, salvo a não existência de alternativa.

Anteriormente a ESOP já tinha feito alusão a este desperdício inexplicável de dinheiro público.

Ou seja, já outros países optaram por software livre (sem marca), para poupar milhões. Portugal, país de ricos, continuamos a ajudar o Bill Gates, que ele precisa, e nós não. Mais grave ainda, contribuímos para o enriquecimento das multinacionais internacionais (Microsoft) e abandonamos as empresas nacionais, ás inevitáveis falências.

Este é o resultado de escolherem políticos incompetentes, corruptos e fracassados em vez de profissionais que sabem realmente gerir. Com provas dadas de competência e bons resultados.

Gerir o dinheiro público deveria exigir um bom gestor e pessoas integras e não apenas letrados teóricos sem ética nem vergonha.

Deveriam ser penalizados os culpados deste tipo de gestão, despedidos, no mínimo, e impedidos de voltar a “trabalhar” no estado a “destruir o erário público”.

Mas em Portugal isso não importa, destruir o país não é crime, nem incompetência, nem má gestão, pois eles ficam por lá décadas e décadas a ser promovidos.

Não importa poupar 80 milhões nem 100, importa é fazer muitos contractos directos, obscuros com “amigos”.

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