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Dívida pública sobe 672 euros por SEGUNDO

Endividamento já está próximo dos 25 mil euros por português.

A dívida pública portuguesa voltou a crescer em junho e está já nos 249,1 mil milhões de euros na ótica de Maastricht, a que conta para as instituições europeias. Em comparação com o mês de maio, o endividamento público cresceu 1,8 mil milhões de euros, informou ontem o Banco de Portugal.

Na prática, a dívida pública cresceu em junho a um ritmo de 672 euros por segundo, 40 mil euros por minuto ou 58 milhões de euros por dia.

Por outras palavras, cada português deve perto de 25 mil euros. De acordo com o supervisor, “esta variação reflete emissões líquidas de títulos de 2,9 mil milhões de euros”. E, continua o Banco de Portugal, os números só não são piores porque se registou “uma diminuição de empréstimos de 1,3 mil milhões de euros, essencialmente por via do reembolso antecipado de empréstimos do Fundo Monetário Internacional”.

Depois de receber luz verde das instituições europeias para reembolsar antecipadamente 10 mil milhões de euros ao FMI, o País entregou, em junho, um cheque de mil milhões de euros.

O Instituto Nacional de Estatística apenas revela os dados do PIB a 14 de agosto, por isso, só nessa altura será possível saber qual a percentagem da dívida pública na riqueza nacional. Os últimos dados disponíveis dão conta de que a dívida pública representa 130,5% do PIB. Ora, Governo, instituições europeias, FMI e OCDE esperam que o INE anuncie um crescimento expressivo, o que deve fazer atenuar o valor da dívida em percentagem do PIB em julho.

O próximo boletim deverá assim trazer melhores notícias, uma vez que o reembolso antecipado de 1750 milhões de euros ao FMI, em julho, já vai entrar nas contas.

Em agosto, o IGCP deve abrandar o ritmo de endividamento e fazer apenas um leilão, a dia 16, para colocar até mil milhões de euros.

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