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Democracia para portugueses de primeira e portugueses de segunda.

Em democracias distorcidas, como a que temos em Portugal, quem tem mais direitos e apoios do estado, são aqueles que menos precisariam de os ter. São estes os sintomas óbvios da falsa democracia, que teimamos não enxergar.

Por outras palavras, quem tem dinheiro e poder, obtém tudo o que exige de apoios do estado, reformas, subvenções, fundações, subsídios, bolsas… tudo o que pedirem!!!

Mas quem tem pouco dinheiro e poder, perde cada vez mais direitos mesmo os mais básicos, como a dignidade e a comida na mesa.

E as entidades que nos (des)governam fazem questão de deixar bem claro quem é que eles apoiam e quem tem prioridade. E é essa prioridade que eles prezam e cumprem…

Assim as reformas dos “pobres” deputados demoram menos de um mês a serem despachadas, devido ás carências económicas que costuma apresentar esta classe de cidadãos… enquanto as das pessoas “normais”(da plebe) demoram cerca de 1 ano!!!!

“Caixa Geral de Aposentações tem dois pesos e duas medidas.

Afinal há portugueses de primeira e portugueses de segunda. Senão vejamos. Numa altura em que a Caixa Geral de Aposentações está a levar mais de um ano a despachar as reformas, há um pequeno grupo de políticos que teve as suas reformas despachadas em menos de um mês.”

Exemplos:

Jaime Gama, antigo presidente da Assembleia da República, enviou para a CGA o requerimento da sua pensão a 9 de Maio de 2011 e foi despachada a 20 de Junho do mesmo ano e a sua reforma foi despachada por 4808,11 euros.

Nesse mesmo dia, foi despachada a reforma antecipada de um outro deputado do partido socialista, José Magalhães, por um valor bem mais modesto, 2196,45 euros. Magalhães começou por ser militante do PCP e assessor parlamentar entre 1977 e 1983. Ainda sob a bandeira do PCP, foi deputado entre 1983 e 1990. Depois desvinculou-se do partido na sequência da perestroika e foi convidado por Jorge Sampaio a integrar as listas do PS nas eleições de 1991 como independente, tendo sido eleito.

2009 foi nomeado, sob proposta do primeiro-ministro José Sócrates, secretário de Estado da Justiça e da Modernização Judiciária, tendo nessa altura manchado o seu curriculum com uma série de aquisições de imobiliário para o seu gabinete, num ano em que Portugal já se encontrava em plena crise.

Maria do Rosário Boléo, que requereu a reforma a 11 de Outubro de 2010 e que a viu despachada a 29 do mês seguinte;

Teresa Xardoné, que entrou com o pedido a 14 de Agosto de 2009 e viu ser-lhe atribuída a aposentação a 18 de Novembro do mesmo ano,

Manuel dos Santos, que solicitou o requerimento à Caixa Geral de Aposentações a 9 de Julho de 2009 e viu o seu pedido diferido a 31 do mesmo mês

Jorge Strecht Ribeiro, que entrou com os papéis a 25 de Maio de 2011 e foi reformado a 15 de Setembro de 2011. fonte

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