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Da série: “acabámos com a austeridade”: menina espera 15 meses por dois exames

E “os outros é que andavam a dar cabo do SNS”. E “dantes eram cortes cegos, mas agora são só racionalizações de despesa”.

Uma menina, com três anos de idade em dezembro de 2015, portadora de uma doença rara e um quadro clínico grave, esperou 15 meses para realizar dois exames prescritos no Hospital Garcia de Orta (Almada), em Julho de 2015.

O tempo de espera pelos exames levou a que fosse instaurado um processo por parte da Entidade Reguladora da Saúde (ERS), de acordo com a deliberação datada de 1 de março último. No primeiro trimestre deste ano, a ERS emitiu mais 12 decisões referentes a reclamações de utentes de todo o País.

Na sequência do caso, a ERS determinou que o Garcia de Orta garantisse “de forma permanente, efectiva e em tempo útil, o acesso quer da utente em causa, quer dos demais utentes, aos cuidados de saúde que se apresentem necessários”.

Com uma incapacidade de 96%, a criança esperou um ano pela realização da polissonografia e 15 meses pelo eletroencefalograma de 24 horas. Este último exame foi realizado em outubro de 2016, dez meses depois da mãe apresentar a queixa.

O hospital esclareceu que, “quanto aos exames, sem caráter urgente, o adiamento foi primeiramente ditado por razões clínicas e no interesse da criança, ponderando-se em conjunto com a família, a relação risco/benefício”.

Nos restantes casos há um doente que no hospital de Braga esperou 15 meses por uma cirurgia à tiroide e o de uma utente que faleceu no hospital de Braga após uma hemorragia de 15 horas na Unidade Local de Saúde do Alto Minho.

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