Enviar ArtigoGostou do nosso site? Então contribua com um artigo!

Carta aberta a um fascista.

Gaspar Macedo deixou uma carta aberta que dedica a Jerónimo de Sousa, condenando sobretudo o facto deste apoiar países com regimes ditatoriais.

Caro Jerónimo de Sousa. Durante muitos anos os portugueses habituaram-se a conviver com os devaneios do seu partido. Escrevo-lhe esta carta porque estou farto de ver o meu país, que todos os anos comemora a sua liberdade, continuar a normalizar hipocritas como o senhor que apoiam sem vergonha regimes ditatoriais embora se vendam como “pais da democracia”.

No passado dia o Partido Comunista Português, juntamente com o Bloco de Esquerda, votaram no parlamento contra o pesar e condenação pela morte de manifestantes na Venezuela. Isto, vindo de um partido que apresentou e votou pelo pesar da morte de Fidel Castro, o ditador Cubano, em 2016.

Isto, vindo de um partido que recebeu na Festa do Avante uma comitiva da Coreia do Norte. Isto, vindo de um partido que todos os anos fala, em Abril, sobre “afirmação da liberdade” enquanto entoa músicas sobre liberdade.

No ano passado conheci um jovem Venezuelano que teve de fugir para Portugal porque era perseguido por se opor ao regime de Maduro. Esse jovem contou-me que continuava a temer pela familia que se encontrava na Venezuela, mas mesmo assim, embora longe do país, ajudou a organizar as manifestações contra o ditador em Portugal. É preciso apenas um jovem livre para humilhar todo o grupo parlamentar comunista, que de tanto viverem pela ideologia esqueceram-se do que é ter ideias próprias.

Defendem ditadores porque nunca lidaram bem com a democracia. Recentemente, depois de uma reportagem de Ana Leal que relatava uma alegada contratação fraudulenta em dezenas de milhares de euros na Câmara Comunista de Loures, através da contratação do seu genro, não hesitaram em atacar a jornalista, acusando-a de “caluniadora”, “mentirosa” e “difamadora”.
Instalaram uma campanha contra a jornalista e todos os restantes que se foram se envolvendo.

Por muito que falem em “respeito pela soberania do povo Venezuelano”, ignoram os milhões de manifestantes nas ruas e até rejeitam honrar aqueles que morrem. Falam em “ingerências capitalistas” mas são o mesmo partido que acumula o maior património em Portugal (isento de impostos), com 60 terrenos, 200 apartamentos ou prédios e uma herdade com 250 mil metros quadrados.

Sou muitas vezes acusado pelos seus camaradas de fascista embora não defenda ditaduras. Por isso, creio que falo por muitos portugueses quando digo que os verdadeiros fascistas são pessoas como o senhor que defendem regimes ditatoriais. O senhor não passa de um Fascista.

Tenho dito.

Gaspar Macedo

Comentar este artigo

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *