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Bombeiros que combatem incêndios em todo o país não são alimentados corretamente

O Comandante dos Bombeiros Voluntários de Brasfemes, no concelho de Coimbra, tem a coragem de denunciar que existe muita negligência no que diz respeito à alimentação dos soldados da paz que combatem as chamas de Norte a Sul de Portugal.

O Comandante Acácio Monteiro, voluntário com enorme experiência no teatro de operações, escreveu no seu Facebook:

 

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Exige -se dignidade…ALMOÇO – Rodelas de Salsicha com esparguete. JANTAR – Grão com Atum. Vemos, ouvimos e lemos, não podemos ignorar… Alguém teria de ser responsabilizado pela “Alimentação” servida no IF de Oleiros. Sabemos os valores definidos na Circular Financeira da ANPC (7€ por refeição). O Incêndio está em fase de Rescaldo, os nossos Bombeiros foram desmobilizados e, como é evidente, vão ser alimentados condignamente. É o mínimo que se exige…

Notícias de Coimbra tem constatado que várias entidades entidades locais, apesar de receberem da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) para prestar o serviço de fornecimento refeições aos bombeiros que combatem as chamas nos seus concelhos, optam por entregar essa tarefa nas mãos de “voluntários”. Os “populares fazem o que podem e não podem para fazer bem”, mas muitos não estão habilitados para uma tarefa que exige alguma preparação, o que faz com que cozinhem o que “está mais à mão ou é mais barato”.

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Recordamos que ANPC paga as refeições que são servidas aos operacionais por associações locais ou autarquias.

Investe 7€ por almoço ou jantar e 1,80€ por cada Pequeno-Almoço, Lanche. Reforço 1 ou Reforço 2. O que contempla 6 distribuições de alimentação em cada 24 horas. São 21, 20 Euros por dia.

Parece ser um valor suficiente para que os Bombeiros tenham direito a refeições dignas. O que, como se constata, nem sempre acontece, pelo que deve ser questionada a eficácia da protecção civil em muitos municípios, sobretudo quando, apesar de estarem a receber pelo serviço que deviam assegurar, pedem ao “povo voluntário” comida para os soldados da paz, arecebendo por um serviço que “não presta ou não prestam”.

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