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BE recusa fazer inquérito às situações de corrupção

O BE rejeitou que a comissão de inquérito às rendas da energia fosse alargada a outros casos de corrupção envolvendo privatizações, concessões ou PPP, afirmou o líder parlamentar do PCP ao AbrilAbril.

O deputado do BE Jorge Costa disse, ao final da tarde, a vários órgãos de comunicação social que todas as propostas de alteração relacionadas com o sistema eléctrico ao texto da comissão de inquérito que a sua bancada anunciou esta semana tinham sido acolhidas.

No entanto, as propostas relacionadas com o sistema eléctrico não foram as únicas em cima da mesa. O PCP, como já tinha anunciado ontem no plenário do Parlamento, pretendia o alargamento do objecto do inquérito «à atribuição de outros benefícios aos grupos económicos beneficiários de processos de privatização de empresas públicas, concessões e contratos de Parcerias Público-Privadas (PPP)», não só no sector eléctrico, mas também nas «empresas de transportes, comunicações, telecomunicações, banca e seguros».

Contactado pelo AbrilAbril, o líder parlamentar do PCP, João Oliveira, afirmou que, com a recusa em acolher todas as propostas dos comunistas, o BE «impede que outras situações em que há prejuízo e encargos para o Estado por via de privatizações, concessões ou PPP possam ser investigadas».

Centrando a futura comissão de inquérito apenas no sector energético, «vai-se fazer vista grossa» em relação aos milhões de euros que o Estado pagou e está a pagar com a rede de emergência SIRESP (em regime PPP) ou em taxas aeroportuárias, com a privatização da ANA – Aeroportos, acrescentou o dirigente comunista.

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