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Associação de Rita Ferro Rodrigues recebe 73 mil euros para falar sobre igualdade de género

A associação feminista de Rita Ferro Rodrigues recebeu 73 mil euros para debater igualdade de género em quatro municípios socialistas do Alentejo. Participam Mariana Mortágua, João Baião e youtubers.

A associação feminista Capazes, da qual Rita Ferro Rodrigues é presidente, recebeu mais de 73 mil euros de fundos comunitários no âmbito do Programa Operacional Inclusão Social e Emprego (POISE) do Portugal 2020, para realizar um novo projeto centrado na região do Alentejo. Chama-se “Clubes Capazes” e quer debater a igualdade de género, durante o mês de maio, em quatro municípios alentejanos: Odemira, Portalegre, Elvas e Ponte de Sor.

Há 18 oradores no programa de quatro ciclos de conferências. Há políticos, académicos, atores — e até youtubers. Entre os políticos estão a deputada do Bloco de Esquerda Mariana Mortágua e a deputada do PS Catarina Marcelino. Francisco Soares, conhecido por KIKO, e Yolanda Tati integram a lista de youtubers que fazem parte dos oradores. E há ainda o apresentador João Baião — que trabalhou com Rita Ferro Rodrigues no programa “À Tarde”, na SIC — e a atriz Mariana Monteiro. Porquê estes nomes? “Levamos a academia connosco mas também pessoas com as quais as populações se identificam“, disse ao Observador a presidente da Capazes.

O primeiro ciclo de conferências arrancou no dia 4 de maio, em Odemira. Já foi entretanto realizado outro ciclo, no dia 10, em Portalegre. Faltam dois com datas marcadas para 17, em Elvas, e 29, em Ponte de Sor. No final, haverá ainda três ações em Lisboa destinadas a adultos “para capacitação”.

Os quatro ciclos de conferências estão divididos também em quatro temas “transversais”: estereótipos de género; desigualdade económica e género; escola e género; violência no namoro. Na apresentação do programa, a associação deu exemplos de algumas das perguntas a debater. “Se não há sexismo na escola, por que é que a responsabilidade da turma é tantas vezes atribuída a um rapaz (mesmo quando há mais raparigas na turma)?” ou “Quem falta ao trabalho para ir comigo às consultas, a mãe ou o pai?” são algumas delas.

“Quando vou às autarquias não vejo de que partido são”

Porque é que foi escolhido o Alentejo? “Sabíamos, por referências da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG), que [o Alentejo] era uma área carenciada neste tipo de ações“, explicou Rita Ferro Rodrigues ao Observador. Um dos objetivos deste projeto era “levar a Capazes e os oradores a sítios onde normalmente não existe contacto direto da associação com as populações”. Além de “plantar sementes”, a Capazes queria “descentralizar”, disse ao Observador a coordenadora do projeto, Silvia Lazary de Matos. “Todas as ações estão centralizadas nos grandes centros urbanos”, acrescentou.

 

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