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Ao mesmo tempo que os portugueses têm o combustível mais caro da Europa os lucros da GALP disparam 68%

A Galp Energia anunciou que registou lucros de 387 milhões de euros nos primeiros seis meses do ano, uma subida de 68% em comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com um comunicado enviado pela petrolífera à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

De acordo com a petrolífera liderada por Carlos Gomes da Silva, a área de Exploração & Produção foi a maior catalisadora destes resultados, uma vez que os valores mais de que duplicaram.

No primeiro semestre, os resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA) aumentaram para 1.083 milhões de euros, uma subida de 28% face ao mesmo período do ano passado, “suportado pelo aumento da produção e pela subida dos preços de venda de petróleo e gás natural, apesar da depreciação do dólar face ao euro”, explica a empresa.

A produção média total (working interest) progrediu 20% para 108,1 mil barris diários quando comparado com o trimestre homólogo de 2017, devido à entrada em operação da 7.ª unidade do tipo FPSO (Floating, Production, Storage and Offloading) instalada no pré-sal da bacia de Santos (Brasil), que se encontra atualmente a produzir à sua capacidade máxima.

Se considerarmos apenas os três meses do ano entre Abril e Junho deste ano, que diz respeito ao segundo trimestre, o resultado líquido da petrolífera aumentou 251 milhões de euros. No mesmo período do ano passado a empresa tinha reportado lucros de 154 milhões de euros.

O preço médio de venda de cada barril no mercado internacional foi de 63,8 dólares, o que representa cerca de 20 dólares a mais do que no período homólogo do ano anterior, refletindo a valorização das cotações nos mercados internacionais.

O investimento nos três meses totalizou 218 milhões, dos quais 81% foram alocados a atividades de Exploração & Produção. O ‘cash flow’ gerado pelas atividades operacionais aumentou 13% para 604 milhões, suportado pela recuperação das cotações do petróleo e do gás, pelo aumento da produção e pela performance da refinação.

O ‘free cash flow’ foi de 398 milhões antes do pagamento do dividendo final relativo ao exercício de 2017, saldando-se em 146 milhões após esse pagamento.

No final do semestre, a dívida líquida situava-se em 1.737 milhões de euros, uma redução de 148 milhões de euros face ao final de março de 2018.

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