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52 mil idosos perderam o complemento solidário desde que a esquerda tomou posse

O universo dos beneficiários de apoios e prestações sociais continua a diminuir em Portugal. Os últimos dados oficiais apontam de novo para um decréscimo do número de crianças e jovens com direito a abono de família e do total de pessoas que recebem subsídio de desemprego.

Em sentido inverso, no Rendimento Social de Inserção (RSI) e no complemento solidário para idosos verificou-se um ligeiro aumento mas a comparação anual não deixa margem para dúvidas: a tendência generalizada de queda dos vários apoios estatais mantém-se, de acordo com os últimos dados divulgados no site do Instituto da Segurança Social (ISS).

O Estado português é, provam os números, cada vez menos social. Veja-se o caso do complemento solidário para idosos: apesar do acréscimo residual o total de pessoas a receber esta prestação que é complementar das pensões baixas decaiu em 23%. Ou seja: são menos 52 030 pessoas com parcos rendimentos e idade superior a 66 anos a beneficiar do complemento social.

No Rendimento Social de Inserção, o fenómeno é idêntico. Apesar de o número de beneficiários ter aumentado ligeiramente (mais 866)  invertendo uma tendência de quebra que se verificava, a comparação com o mesmo mês do ano passado indica também que, num ano, quase 24 mil pessoas perderam o RSI, uma quebra da ordem dos 11%.

Diminuição dupla

Relativamente ao universo de crianças e jovens que recebem abono de família, a diminuição foi percentualmente menos acentuada, mas acabou por ser dupla: além de anual (eram menos cerca de 40 mil os beneficiários deste apoio), cerca de 1 700 perderam o direito a esta prestação. O montante do abono de família varia de acordo com a idade das crianças e jovens e com o nível de rendimentos de referência do seu agregado familiar.

Da mesma forma, os subsídios de desemprego mantêm a tendência para a descida. Em Novembro foram atribuídos menos 4 544 do que no mês anterior, mas a redução anual é muito expressiva: havia mais de 376 mil pessoas a receber esta prestação, quando eram 307 mil os beneficiários. A taxa de desemprego está a descer, mas, segundo os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística (de Outubro passado), o número de desempregados era então superior a 608 mil. Os números da Segurança Social incluem o subsídio de desemprego, o subsídio social de desemprego inicial, o subsídio social de desemprego subsequente e ainda o prolongamento do subsídio social de desemprego. Estas prestações atingiram o valor médio de 461,75 euros, face aos 480,57 euros observados um ano antes.

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