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44,3% dos vencimentos são para impostos, taxas e taxinhas

Patrões gastam 1800 € em salários de mil euros.

Para um salário líquido de mil euros, os empregadores portugueses têm de desembolsar 1800 euros, entre impostos e taxas sociais, segundo um estudo do Instituto Económico Molinari sobre a carga fiscal na União Europeia.

França lidera o ranking: os custos das empresas para pagar um ordenado líquido de mil euros ascendem aos 2350 euros.

Os custos dos trabalhadores em Portugal fixam-se, este ano, em “180 euros de encargos para 100 euros de poder de compra real”, o que representa uma carga de 44,3%, abaixo da média europeia (44,8%), segundo estudo sobre a ‘Pressão social e fiscal real do salário médio’. A maioria dos encargos assumidos pelos empregadores em Portugal prende-se com a Segurança Social e IRS.

O salário anual médio em Portugal é de 21 384 euros, descendo para 11 905 euros após o desconto de 9479 euros de impostos e taxas sociais, lê-se no documento. O estudo concluiu assim que a fiscalidade que pesa sobre o salário médio varia de país para país. Em termos globais, a carga fiscal do trabalho varia entre um mínimo de 23,4%, no Chipre, e um máximo de 57,4% em França.

“Os empregadores franceses e belgas devem, por exemplo, desembolsar 235 e 231 euros para que os salários médios proporcionem 100 euros de poder de compra efetivo aos seus trabalhadores”, lê-se no documento.

Este fardo fiscal “tem efeitos perversos bem reais” sobretudo em França, alerta o estudo. Os custos elevados travam novas contratações o que, em parte, explica o elevado desemprego. Face a anos anteriores, os economistas concluíram que a carga fiscal média baixou ligeiramente pela terceira vez desde 2010 (a primeira edição deste estudo). A taxa média de 44,8% baixou 0,16 pontos face ao ano de 2016, mas ainda assim permanece 0,81 pontos acima de 2010.

Redução do fardo
A comparação entre os estudos de 2016 e 2017 sobre o fardo fiscal na União Europeia permite concluir que a pressão sobre os portugueses desceu ligeiramente, passando de 45,4% para 44,3% este ano .

Fim da sobretaxa
Os dados relativos a Portugal refletem a devolução de rendimentos, nomeadamente através do fim da sobretaxa de IRS para a maioria dos trabalhadores portugueses (neste momento, apenas os rendimentos superiores a 40 522 euros pagam este acréscimo fiscal).

Impacto salarial
O objetivo do estudo desenvolvido por este instituto francês, com dados da consultora Ernst & Young, é compreender o impacto real dos impostos e das taxas nos salários europeus.

Portugueses só se libertaram do Fisco no dia 11 de junho
Os portugueses só se libertaram dos impostos no dia 11 de junho, ou seja, passaram a receber o salário integral, segundo o Instituto Económico Molinari. São menos quatro dias do que em 2016, diz o organismo francês, que divulga anualmente a data de ‘libertação’ dos impostos dos países da UE. Foram 162 dias a trabalhar para o Fisco. Trata-se de um alívio ligeiro para quem está a trabalhar mais dias desde 2010 para fazer face aos encargos fiscais.

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