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30 Euros por cheques sem cobertura? Mais um abuso da banca, sem punição!

Espalhem este abuso. Partilhem. Os bancos colocam os clientes a pagar o risco?

Um roubo que os bancos nos fazem, com cobertura legal.

Esta pergunta é para todos os deputados da Assembleia da República e para todos os administradores do Banco de Portugal:

Quando é que acabam de vez com o roubo, coberto por lei, que os bancos nos fazem quando depositamos um cheque passado por alguém e que afinal não tem cobertura?

Este fim de semana, fiquei a conhecer duas histórias de portugueses prejudicados, que ilustram bem a imoralidade desta prática dos bancos em Portugal.

Um jovem que trabalha numa empresa habituada a pagar tarde e a más horas recebeu um cheque de 500 euros referente a apenas uma parte do salário do mês.

O patrão pediu-lhe que aguardasse uns dias antes de o depositar porque não teria o valor necessário na conta. Quando o trabalhador recebeu luz verde, foi depositá-lo.

No dia seguinte, recebeu uma chamada do banco: não só o cheque não tinha cobertura como o titular da conta tinha de pagar uma comissão de 30 euros por causa disso.

Em vez de 500 euros de salário, o jovem tem agora uma conta bancária com um saldo negativo de 30 euros…
Outro caso é ainda mais surreal. No dia do casamento, uma jovem noiva recebeu várias prendas dos convidados, como é habitual nestas ocasiões. Entre as prendas estava um determinado cheque.

No dia seguinte, a jovem depositou-o na sua conta bancária.

Pouco depois, recebeu uma chamada do balcão do banco: como o cheque não tinha cobertura, a titular tinha de pagar 26 euros de comissão.

Esta segunda-feira, fui confirmar junto do meu banco se isto era prática corrente. Resposta imediata da funcionária: sim, claro!

Que país é este que castiga os credores de verbas pagas por cheque com comissões tão elevadas por culpa de devedores não cumpridores?

Que transferência de culpas é esta em que a penalização pela prevaricação reverte a favor dos bancos, incidindo sobre os credores que assim ficam duplamente lesados? Quem tem que correr riscos é a banca e não o cliente.

De que está o Banco de Portugal à espera para apresentar publicamente um pedido de alteração da legislação que permite esta iniquidade?

E que estão os deputados a fazer na Casa da Democracia, que nunca se lembraram de legislar para acabar com este abuso sem ninguém lhes pedir expressamente que o façam.

Não é para tomarem iniciativas como esta que são pagos?

Quanto aos banqueiros, os erros gravíssimos que cometeram nas últimas décadas estão bem à vista de todos.
Por causa deles, bem precisam de recuperar a confiança dos cidadãos.

Com práticas destas, o que mereciam era que deixássemos de precisar deles rapidamente. Deles, dos banqueiros e dos bancos, sim.”

José Gomes Ferreira

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