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1,2 milhões/ano em cargos da era monárquica, vitalícios.

Em pleno século XXI e numa democracia, ainda há cargos vitalícios? Ainda há pessoas que independentemente da competência, independentemente da crise, independentemente da utilidade e da aptidão, independentemente de tudo, tem direito a um cargo típico da monarquia… Atípico na democracia.

O que será necessário fazer-se, para obter uma prémio tão precioso? Terão salvo Portugal de uma calamidade? Nada, não é necessário fazer nada, nem tão pouco trabalhar, basta ser amigo de alguém especial.

E claro tem que se ser incompetente e inútil para se abrigar num cargo de onde ninguém o pode tirar…

“A Empresa Pública de Urbanização de Lisboa, EPUL, tem 15 directores nomeados vitaliciamente e que custam 1,2 milhões de euros por ano (dados de 2006). O mais bem pago, que ganha 10.700,00 euros por mês, queixou-se até de que a Câmara de Lisboa sofre de “populismo esquerdista retrógrado” por não ter sido aumentado este ano.

Mais de 60 % do que cada um de nós paga em impostos vai para pagar aos funcionários públicos. É certo que os 8.339,31 euros de impostos que paguei num ano não dão sequer para pagar um mês de ordenado a um director da EPUL. Para o sustentar durante um mês tenho de trabalhar um ano e meio, ou mais, se incluir os subsídios de Natal e férias. Serviriam apenas para o alimentar e à sua família, para lhe pagar a prestação da casa e do carro e pequenos luxos do quotidiano durante apenas três semanas. Para o sustentar durante um ano com os meus impostos terei de trabalhar 18 anos.

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