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10 milhões de euros desviados em Universidade de Lisboa

EM PORTUGAL HÁ DE TUDO. Estamos habituados a tudo, no que toca a corrupção, mas temos que estar atentos porque há sempre algo para nos surpreender.

O abuso é tanto que parece anedota.

A corrupção alastra, são umas atrás das outras. Os empreiteiros, amigos precisam de obras, não há dinheiro? Rouba-se aos estudantes… depois é só fazer ajustes directos, para ficar tudo entre amigos… e beneficiar sempre o mesmo, é uma maravilha ver a entrar na conta do empreiteiro, muitos milhões, que depois se dividem por todos. Se fossem para os alunos, não dava para dividir… claro.

Mas como isto é uma roda viva de corrupção, não ficamos por aqui… também se pode dar um jeitinho e oferecer bolsas, mestrados e mesmo doutoramentos a quem querem e não a quem merece.

“A direção da Faculdade de Arquitetura de Lisboa foi suspeita de ter desviado dez milhões de euros de fundos europeus. De acordo com o jornal I, as verbas destinadas a projetos com alunos e investigadores terão sido usadas para adjudicar empreitadas de obras públicas.

Há ainda suspeita de que as operações terão sido feitas por ajuste direto, quase sempre às mesmas entidades.
A denúncia terá partido do próprio reitor da universidade de Lisboa, devido a uma queixa do conselho de gestão.”

“Ajustes directos avultados e contratos à medida sob investigação na Faculdade de Arquitectura de Lisboa.

Foi feita uma denúncia em 2014 relativa a várias fraudes perpetradas por Professores da Faculdade de Arquitectura da Universidade de Lisboa (FA-UL), através de uma mensagem enviada a cerca de uma centena de endereços electrónicos. Investigação resulta de uma denúncia vinda do interior da instituição. Inquérito ainda está a arrancar.

Ajustes directos de montantes avultados em negócios que deveriam ter sido sujeitos a concurso público e concursos feitos à medida de empresas de alguma forma ligadas a quadros da (FAUL).

Por regra, a legislação actual limita os ajustes directos a empreitadas de obras públicas de valor inferior a 150 mil euros, à aquisição de bens e serviços abaixo dos 75 mil euros e a outros tipo de contratos que não superem os 100 mil euros. Mas, os casos em investigação, tem montantes bastante mais elevados, alguns que superam o milhão de euros, sem que as regras tenham sido cumpridas.

Não é a primeira vez que são detectados problemas na gestão da FAUL que nos últimos anos foi sujeita a duas auditorias do Tribunal de Contas (TC). Na última, divulgada o ano passado mas concentrada no ano de 2010, aquele organismo de fiscalização traçou um cenário caótico na organização da instituição, contas desequilibradas e várias infracções financeiras. O tribunal detectou, por exemplo, que os descontos dos trabalhadores da faculdade para a Caixa Geral de Aposentações no ano de 2010, no valor de 231 mil euros, não tinham sido entregues, tendo sido utilizados de forma “indevida” para outras despesas. FONTE

CARTA ANÓNIMA DENUNCIA FRAUDES NAS BOLSAS, MESTRADOS E DOUTORAMENTOS

A carta, redigida por um grupo de docentes da FA-UL que deseja permanecer anónimo por medo de represálias, acusa vários Professoras da Faculdade de participarem em fraudes relativas a candidaturas de bolsas, domésticas e estrangeiras.

Vários Professores são igualmente acusados de facilitarem a aquisição de graus de Doutoramento de uma forma irregular.

A carta anónima acusa também vários Professores da Faculdade de Arquitectura de participarem na manipulação dos júris de avaliação de candidaturas de bolsas de investigação, de cometerem fraude nos contratos com a Fundação para a Ciência e Tecnologia, de forjarem documentos de aptidões, entre várias outras irregularidades.

A veracidade das acusações não pode ainda ser confirmada, e nenhum dos Professores em questão comentou o incidente até agora.

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